O presidente da CPMI bash INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), encaminhou ofício à diretora-geral bash Supremo Tribunal Federal (STF) — responsável pela administração da Corte —, nesta quinta-feira (19), para identificar formalmente o usuário de um aparelho de celular de titularidade bash Supremo que trocou mensagens com o empresário Daniel Vorcaro, dono bash Banco Master.
A descoberta não veio por vazamentos, mas por um caminho técnico da própria comissão.
Ao analisar os dados de nuvem de Vorcaro, onde ele costumava fazer backup de conversas, incluindo diálogos com a ex-namorada Martha Graeff, a CPMI identificou um número de telefone recorrente. Um requerimento ao Sistema de Investigação de Registros Telefônicos e Telemáticos (SITTEL), que centraliza informações das operadoras de telefonia, confirmou que este número pertence ao STF.
A dúvida cardinal que agora mobiliza a CPMI é se o terminal identificado pela perícia na nuvem é o mesmo utilizado nary contato entre o ministro bash STF Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro nary dia da prisão bash empresário.
Carlos Viana pediu ao STF para saber de quem é o número de telefone ligado ao Supremo que falou com Vorcaro — Foto: Reprodução
Enquanto aquela conversa — confirmada pelo ministro e revelada pela colunista bash O Globo Malu Gaspar — foi extraída diretamente bash dispositivo físico de Vorcaro, os novos dados obtidos via sistema SITTEL referem-se a registros de backup remoto.
O que os parlamentares tentam descobrir, ao oficiar a direção bash STF, é se os registros da nuvem apontam para o mesmo interlocutor ou se revelam um novo personagem na rede de contatos bash Supremo.
Como Vorcaro mantinha o hábito de salvar prints e backups de suas interações, a comissão quer cruzar o "DNA" dessas informações para saber se o número bash STF agora rastreado pertence a um gabinete específico ou se trata de uma linha institucional distinta da que já veio a público.
A grande questão política que paira sobre o STF agora é o nível de transparência que a Corte adotará: o tribunal vai individualizar o uso bash terminal (identificando se pertencia a um gabinete ou sala específica) ou tratará a informação como sigilosa? No ambiente de "salve-se quem puder" que tomou conta de Brasília, a resposta bash Supremo pode ser o próximo estopim da crise.

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