O presidente do Equador, Daniel Noboa, negou nesta terça-feira (17) ter bombardeado alvos na Colômbia. A declaração veio após o presidente colombiano, Gustavo Petro, acusar o governo equatoriano de lançar ataques contra o país.
"Pedi que liguem para o presidente do Equador porque nós não queremos entrar em uma guerra", afirmou.
A resposta veio na tarde desta terça, quando Noboa usou as redes sociais para dizer que as declarações de Petro são falsas. O presidente equatoriano afirmou que o país realiza ataques, mas dentro do próprio território.
Noboa disse que está combatendo o narcoterrorismo e que não vai recuar no que chamou de limpeza e reconstrução do país.
Na sequência, Petro também usou uma rede social e voltou a sugerir que o Equador foi responsável por um bombardeio em território colombiano. Segundo ele, 27 corpos foram encontrados carbonizados, além de uma bomba.
De acordo com Petro, os mortos eram famílias "que decidiram pacificamente substituir seus cultivos de folha de coca por cultivos legais", como café e cacau. O presidente colombiano chegou a publicar uma foto dos chocolates produzidos por elas.
Fragmento que governo da Colômbia diz ser de bomba que atingiu território colombiano em 16 de março de 2026. Presidente colombiano acusou Equador por ataques. — Foto: Wilmar Garzón Melendes/ AFP
As forças equatorianas iniciaram no domingo (15) uma ofensiva de combate ao narcotráfico, com duração de duas semanas e apoio dos Estados Unidos. O país mobilizou 75 mil militares e impôs toque de recolher em algumas regiões.
Noboa mantém proximidade com os EUA, e o Equador integra o chamado "Escudo das Américas", uma aliança de 17 países criada recentemente pelo presidente Donald Trump para enfrentar ameaças à segurança no continente.
A Colômbia ficou fora do acordo anunciado por Trump, que é um crítico de Petro. Apesar disso, os dois estabeleceram uma trégua após reunião na Casa Branca, em 3 de fevereiro. O encontro ocorreu depois de meses de trocas públicas de acusações, ameaças e insultos.
Colômbia e Equador também enfrentam uma disputa comercial desde fevereiro. Na ocasião, Noboa impôs tarifas ao país vizinho e acusou Petro de não adotar medidas suficientes no combate ao narcotráfico na fronteira.
Petro respondeu com a mesma medida. Apesar de tentativas diplomáticas, a crise continua.

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