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Presidente interina da Venezuela afirma estar comprometida com a realização de eleições 'justas e livres' no país

"O calendário das eleições será definido pelo diálogo político neste país", declarou Delcy.

As eleições na Venezuela foram contestadas em várias ocasiões. Na última delas, em 2024, a oposição denunciou fraude, e os resultados não foram reconhecidos por diversos países, entre eles os Estados Unidos e nações europeias.

Na época, o governo presidido por Nicolás Maduro, que se encontra preso atualmente em Nova York, foi alvo de protestos em massa e milhares de manifestantes foram presos.

Maduro continua sendo "o presidente legítimo" da Venezuela, ressaltou Delcy. Quando questionada sobre quem governa o país atualmente, se ela ou o presidente dos Estados Unidos, respondeu: "Eu estou encarregada da presidência", respondeu,

A presidente interina disse ainda que a convocação de eleições "também implica um país livre de sanções. É a Justiça para a Venezuela e para o povo venezuelano", acrescentou Delcy. "Não é nada difícil fazer o trabalho", disse ela no atual contexto de conversas regulares com Washington, que mantém o controle sobre as vendas de petróleo venezuelano e a receita arrecadada.

Presidente interina da Venezuela diz que esta 'farta' das ordens de Washington

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A maior parte do petróleo da Venezuela exportado desde janeiro - que já representou pelo menos US$ 500 milhões (R$ 2,6 bilhões) em receita - foi para os Estados Unidos. Essa venda "foi de justiça comercial", disse a presidente interina.

O preço pago atualmente a Caracas por esse petróleo bruto, que é a principal riqueza da Venezuela, é superior ao que o país conseguia com suas exportações ilegais, por meio de navios-fantasma.

"Muitas vezes, vemos pouca clareza, veracidade, no que se diz sobre a Venezuela", comentou Delcy em outro trecho da entrevista, referindo-se às acusações contra o regime chavista. "Há desinformação a respeito", afirmou, acrescentando que entende as queixas de Trump sobre "desinformação".

Após a captura de Maduro, o presidente americano disse que os Estados Unidos iriam recuperar seus direitos como país que ajudou a construir o setor petroleiro venezuelano durante décadas. A esse respeito, Delcy comentou que houve uma "mudança de modelo" e que seu governo está revisando contratos antigos, para determinar "quem deve o que a quem".

Sobre a questão dos presos políticos, a presidente interina ressaltou: "não está na agenda bilateral com o governo dos Estados Unidos, foi uma iniciativa da Venezuela". O governo venezuelano apresentou uma lei de anistia que ainda deve ser aprovada pela Assembleia Nacional.

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