IBC-Br tem alta de 0,78% em janeiro
- O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica) do Banco Central registrou alta de 0,78% em janeiro de 2026, na série dessazonalizada, levando o indicador a 110 pontos, o nível mais alto desde abril de 2025 (110,4 pontos). O resultado representa uma recuperação após a retração registrada em dezembro. O dado ficou ligeiramente abaixo da expectativa do mercado financeiro, que projetava alta de 0,85%.
- Calculado com metodologia similar à do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o IBC-Br é divulgado mensalmente e funciona como uma prévia do PIB (Produto Interno Bruto), antecipando o ritmo da atividade econômica antes da divulgação oficial trimestral do IBGE. No acumulado de 2025, o indicador apontou crescimento de 2,5%, ante os 2,3% registrados pelo PIB oficial, uma diferença de 0,2 ponto percentual, com ambos os números ainda sujeitos a revisão.
Petróleo chega perto de US$ 105 com guerra no Oriente Médio
- O petróleo tipo Brent opera próximo de US$ 105 por barril hoje, acumulando alta de mais de 40% desde o início do conflito entre EUA, Israel e Irã, em 28 de fevereiro. Em pouco mais de duas semanas, o Brent saiu da casa dos US$ 70-80 para superar US$ 100, em um dos maiores choques de preço desde a invasão da Ucrânia.
- O fator central é o Estreito de Hormuz, rota por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial. Com o Irã atacando alvos na região e interrompendo o tráfego de navios-tanque, mais de 12 milhões de barris equivalentes por dia foram retirados de circulação, segundo a consultoria Rystad. A Agência Internacional de Energia anunciou a liberação de cerca de 400 milhões de barris de reservas estratégicas (o maior movimento já feito), mas a medida não foi suficiente para acalmar o mercado. O Goldman Sachs já revisou para cima suas projeções de preço do petróleo para o fim do ano, incorporando um cenário de conflito prolongado. Se o bloqueio em Hormuz durar semanas, analistas veem o Brent podendo chegar a US$ 150.
Fed divulga produção industrial dos EUA em fevereiro
- Hoje, o Federal Reserve publica hoje os dados de produção industrial dos Estados Unidos referentes a fevereiro. O consenso de mercado aponta para variação próxima de zero ou leve alta de 0,2% na comparação mensal, após o avanço robusto de 0,7% registrado em janeiro, o maior desde fevereiro de 2025. A manufatura, que subiu 0,6% no mês anterior, deve mostrar acomodação após o salto recente.
- O setor industrial americano segue em recuperação gradual, mas ainda distante da plena capacidade: a utilização ficou em 76,2% em janeiro, cerca de 3,2 pontos abaixo da média histórica desde 1972, o que indica folga e pouca pressão inflacionária vinda da indústria. Na comparação anual, a produção cresceu cerca de 2,3% em janeiro, com manufatura em ritmo semelhante.
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Copom decide o tamanho do primeiro corte da Selic em 2026
- O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central se reúne a partir de amanhã, para definir o início do ciclo de queda da Selic, atualmente em 15% ao ano, o maior patamar em quase duas décadas. A dúvida do mercado é a respeito do tamanho: 0,25 ou 0,50 ponto percentual.
- Em janeiro, o BC sinalizou que iniciaria o afrouxamento em março, condicionado à manutenção de um cenário de inflação benigno. O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de 2025 fechou em 4,26%, dentro do teto da meta de 4,5%.
- O resultado será divulgado na quarta (18), após o fechamento do mercado. Setores sensíveis à queda de juros, como varejo, consumo e construção, e a curva de juros futuros devem reagir ao anúncio já na abertura de quinta-feira.
Fed deve manter juros inalterada e as atenções se voltam para a fala de Powell
- O Federal Reserve decide na quarta (18) se mantém, corta ou eleva a taxa de juros americana. Com probabilidade de manutenção dos Fed Funds entre 3,50% e 3,75% acima de 90%, segundo a ferramenta CME FedWatch, a atenção do mercado se volta para o que Jerome Powell vai dizer na coletiva, marcada para 14h30 (horário de Brasília).
- O novo "dot plot" (gráfico que resume as projeções de cada membro do Fed para os juros) deve continuar indicando apenas um corte de 25 pontos-base em 2026, bem abaixo do que o mercado esperava no fim do ano passado. As projeções atuais colocam o núcleo do PCE (Índice de Preços de Despesas com Consumo Pessoal) ainda perto de 2,5% em 2026, acima da meta de 2%, o que justifica a postura cautelosa do comitê. O mercado de trabalho americano também segue forte, reduzindo a pressão por cortes imediatos.
Veja o fechamento de dólar e Bolsa na sexta (13):
- Dólar: +1,37%, a R$ 5,314
- B3 (Ibovespa): -0,91%, aos 177.653,31 pontos.
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