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Primeira vez declarando imposto de renda? Confira 6 dicas para evitar erros

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Imagem: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

É normal ter dúvidas ao declarar o imposto de renda pela primeira vez. As regras mudam, os termos nem sempre são claros, e o processo pode parecer complicado. Além disso, este ano, vale redobrar a atenção com a tabela de cálculo: mesmo com as novas regras de isenção aprovadas em 2025, quem declarar ainda segue as regras antigas. Isso porque o imposto sempre é calculado com base nos ganhos do ano anterior.

"Para o acerto de contas de 2026, o limite de isenção é de R$ 2.428,80. Na prática, ela vale para quem ganha até R$ 3.036,00 (dois salários-mínimos), por causa de descontos aplicados pela Receita", explica Matheus Zomer, advogado e especialista em direito tributário pelo Instituto Brasileiro de Estudos Tributários.

Entre os iniciantes, muitas vezes, falta atenção na hora de digitar as informações pessoais. "Preencha corretamente seus dados e dos seus dependentes, como o CPF e a data de nascimento", indica Agnaldo Camargo, chefe de divisão de contabilidade pública de Embu-Guaçu.

Outro erro comum é achar que não ter imposto a pagar significa estar dispensado da declaração. Essa confusão pode até levar ao bloqueio do CPF. Mesmo quem é isento ainda precisa declarar em situações como imóveis de alto valor, investimentos na Bolsa ou heranças e dividendos acima do limite da Receita

Para ajudar quem está começando, o UOL conversou com especialistas, que explicam os principais pontos de atenção para ficar em dia com a Receita Federal, sem parar na malha fina.

1 - Escolha o melhor modelo:

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Imagem: Freepik

É possível escolher entre duas opções de declaração de imposto de renda: a simplificada e a completa.

Uma dica é simular a declaração em ambos os modelos e escolher em qual deles é possível pagar menos imposto ou receber uma restituição maior.

De acordo com Zomer, a escolha depende do volume de despesas dedutíveis, como gastos médicos, psicológicos, odontológicos e educacionais.

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"A declaração simplificada aplica um desconto padrão de 20% sobre os rendimentos e é melhor para quem tem poucos gastos com saúde e educação. Já a completa é vantajosa para quem tem dependentes e muitas despesas dedutíveis, pois aumenta a restituição", completa o especialista em direito tributário.

Hoje em dia, após preencher a declaração, o próprio sistema da Receita Federal aponta qual das duas é mais vantajosa.

2- Não omita rendimentos

Quando você não declara tudo o que ganha, corre o risco de cair na malha fina. O erro mais perigoso é a omissão de rendimentos, como trabalhos esporádicos, renda de um segundo emprego, aluguéis recebidos ou a renda de um dependente.

Se a Receita confirmar que houve erro ou omissão, será cobrado o imposto devido acrescido de juros e multa. Em casos de sonegação, a multa pode chegar a 150% do valor do imposto. Matheus Zomer, advogado tributário

Para não correr o risco, a dica é se organizar. Durante todo o ano, mantenha o controle dos seus gastos e ganhos.

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Hoje em dia, o cruzamento de dados é quase total e abrange desde cartões de crédito até as movimentações via Pix. É um erro acreditar que o Leão não vai notar este ou aquele valor não declarado. Matheus Zomer, advogado tributário

3 - Preste atenção na hora de declarar dependentes

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Imagem: iStock

Na hora da declaração, também é importante se atentar aos dependentes. Cônjuges, filhos, pais e avós podem entrar nessa categoria.

De acordo com o advogado tributarista, nesse caso, é obrigatório declarar todos os rendimentos do dependente. Se ele recebeu uma pensão ou um salário de estágio, esses valores precisam ser somados à renda do titular, o que pode aumentar o imposto a pagar em vez de diminuir.

É preciso colocar na ponta do lápis se o benefício da dedução é maior do que o impacto da soma das rendas. Matheus Zomer, advogado tributário

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4 - Não erre ou invente despesas dedutíveis

Declarar gastos médicos sem comprovantes ou que não são dedutíveis, como remédios, podem reter a declaração na malha fina ou deixar você em dívida com a Receita Federal até a regularização.

5 - Guarde os comprovantes

A Receita Federal pode pedir os comprovantes das contas declaradas no imposto de renda até cinco anos após o envio. Por isso, é importante manter um registro organizado de tudo que for declarado.

Uma dica é escanear e armazenar todos os comprovantes de pagamentos dedutíveis. Agnaldo Camargo, contador

6 - Acompanhe a declaração

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Imagem: Marcello Casal JrAgência Brasil

Depois de enviada, é possível acompanhar o status da sua declaração de imposto de renda no Portal e-CAC, da Receita Federal.

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Em caso de divergências, há a possibilidade de retificar dentro do prazo estabelecido para evitar cair na malha fina.

Uma opção são as declarações pré-preenchidas que você pode encontrar no Portal e-CAC, mas é sempre bom conferir com cuidado porque em muitos dos casos elas vêm com erros. Agnaldo Camargo, contador

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