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Produção industrial cresce 4,3% em março, com alta de 19 das 25 atividades

Indústria nacional permanece acima do nível pré-pandemia. Com o resultado, o setor figura 3,3% acima do nível registrado em fevereiro de 2020, último mês sem os efeitos da Covid-19 na economia. Por outro lado, a indústria está 13,9% abaixo do nível recorde registrado em maio de 2011.

Veículos automotores (18,7%) e produtos alimentícios (5,7%) lideram ganhos. Também apresentaram variações negativas expressivas ante março do ano passado as indústrias extrativas (4,7%) e as atividades relacionadas a coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (4,2%).

Na contramão, seis atividades que apontaram redução na produção. A perda mais relevante foi registrada no segmento de celulose, papel e produtos de papel (-4,5%), pressionado, principalmente, pela menor produção de pastas químicas de madeira (celulose).

O setor produtor de bens de consumo duráveis, ao mostrar expansão de 18,7% em março de 2026 frente a igual mês do ano anterior, interrompeu quatro meses consecutivos de queda e marcou a taxa positiva mais elevada desde novembro de 2024 (19,2%).
André Macedo, gerente da PIM

Setor foi impulsionado pela maior fabricação de automóveis (38,9%). Também foram relevantes os avanços registrados por eletrodomésticos da "linha marrom" (15,8%) e da "linha branca" (12,7%), motocicletas (34,7%) e pelo grupamento de móveis (11,4%). Por outro lado, o principal impacto negativo foi assinalado pelo grupamento de outros eletrodomésticos (-22,3%).

Análise mensal

Setor cresceu pelo terceiro mês seguido na comparação mensal. A oscilação de 0,1% na passagem de fevereiro para março faz a indústria acumular expansão de 3,1% no período. Na passagem de fevereiro para março, as quatro grandes categorias econômicas e oito dos 25 ramos industriais pesquisados mostraram avanço na produção.

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