O líder do PSD na Câmara, Antonio Brito (BA), afirmou nesta terça-feira (5) que sua candidatura está mantida na disputa pela sucessão de Arthur Lira (PP-AL) na presidência da Casa. A decisão foi tomada em reunião da bancada do PSD nesta tarde e ocorre após uma série de partidos declarar apoio a Hugo Motta (Republicanos-PB), candidato de Lira na eleição da Mesa Diretora.
Brito afirmou que, agora, ele irá procurar Lira e Hugo para dialogar sobre a "proporcionalidade" de espaços da legenda na Câmara (como relatorias, cadeiras na Mesa Diretora e nas comissões temáticas) —sinalizando que pode deixar a disputa a depender do desfecho das conversas.
A bancada delegou a ele essa tarefa de iniciar as conversas. "A posição da bancada foi manter a candidatura. Eu fiz uma ponderação à bancada e coloquei que se dialogarmos com o presidente Arthur Lira e com o candidato do Arthur Lira, Hugo Motta, a fim de manter as proporcionalidades que o PSD tem mantido na Casa, voltaríamos à bancada para dialogar se a bancada deseja continuar com a manutenção da candidatura, ou se há algum tipo de mudança", disse.
Nos bastidores, deputados do PSD dizem que têm o desejo de manter espaço na Mesa Diretora, das comissões temáticas, além de ter um representante da legenda na CMO (Comissão Mista de Orçamento), ou na relatoria ou na presidência do colegiado. Além disso, a sigla deseja manter o comando da Corregedoria da Casa.
Uma ala do partido afirma que o melhor caminho seria Brito desistir, já que há receio de a sigla perder esses espaços na Casa. Outros parlamentares, por sua vez, incentivam o líder a manter seu nome no páreo. Há um sentimento entre os parlamentares, no entanto, de incômodo com a rapidez com a qual o PT endossou a candidatura de Hugo.
"Pesou muito a posição do PT e do governo em apoiar Hugo Motta. Isso pesou, porque a bancada é da base do governo e uma bancada que tem as tratativas com PT de lealdade", disse Brito após o encontro.
Na ocasião, os par lamentares também decidiram estender a liderança do deputado à frente do partido até 2025.
Na semana passada, Hugo conseguiu apoio formal de cerca de 60% das 513 cadeiras da Casa, com a declaração pública de voto do PT de Lula, do PL de Jair Bolsonaro (as duas maiores bancadas da Câmara) e das siglas PP, MDB, Podemos, PV e PC do B, além de sua própria legenda, o Republicanos.
Nesta terça, Hugo arrematou ainda o apoio de legendas que estavam alinhadas com Elmar Nascimento (União Brasil-BA), outro candidato que sinalizou que pode deixar o páreo. O líder Republicanos recebeu apoios públicos nesta terça da federação PSDB-Cidadania, PSB e PDT.

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