O PSOL sinalizou um embate direto com o PSB pela disputa ao Senado e por mais espaço na chapa eleitoral em São Paulo ao aprovar, na noite desta terça-feira (14), uma resolução formalizando o apoio à candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo paulista.
A resolução foi divulgada após reunião da direção estadual do PSOL na noite de terça. O texto reitera o apoio à candidatura de Marina Silva (Rede) ao Senado Federal, diz que o partido terá "participação ativa na campanha" e que discutirá, também, a possibilidade de ficar com uma das vagas de suplente à Casa legislativa.
A decisão de formalizar o papel que o PSOL terá na chapa, segundo lideranças ouvidas pela Folha, foi uma forma encontrada pela sigla, que faz federação com a Rede, de se impor nas discussões sobre a coligação eleitoral, que tem dois quadros do PSB pleiteando vagas ao Senado.
Um dirigente disse à reportagem que o PSB precisa se resolver internamente sobre quem será o seu candidato a senador: se o ex-ministro do Empreendedorismo Márcio França, ou a ex-ministra do Planejamento Simone Tebet.
Tebet, antes filiada ao MDB de Mato Grosso do Sul, trocou de estado e de partido para se candidatar em São Paulo a pedido do presidente Lula (PT). Entre aliados de França, que já sinalizava interesse em concorrer ao Governo de SP ou ao Senado, a candidatura de Tebet foi vista como uma imposição e, portanto, o ex-ministro também teria o direito de concorrer.
Lula cogitou deixar França à frente do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, que foi do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), para tentar demovê-lo da tentativa de disputar um cargo majoritário.
França, no entanto, deixou o governo dentro do prazo previsto pela Justiça Eleitoral e, na semana passada, anunciou não só a sua pré-candidatura a senador como também quem será o seu suplente: o ex-prefeito de Barueri, Rubens Furlan (PSB).
No entanto, a federação PSOL-Rede recusa a possibilidade de o PSB disputar as duas vagas ao Senado. A ideia de lançar três nomes para a Casa Alta também não é bem vista: partidos enxergam que apresentar mais candidatos do que vagas disponíveis pode pulverizar os votos e enfraquecer a disputa.
Por isso, na resolução divulgada na terça, o PSOL diz que apoiará "outra candidatura do campo progressista" ao Senado, sem citar nomes. Segundo quadros do partido, a sigla não pretende abrir mão de lançar Marina pela federação com a Rede e caberá ao PSB, e também ao PT, que encabeça a chapa, uma forma de solucionar a questão.
Além disso, segundo uma liderança da federação, PSOL e Rede juntos possuem 6 deputados federais de São Paulo, mais do que o PSB, que tem 2 do estado.
A resolução do PSOL também convoca a direção estadual para se reunir novamente na primeira quinzena de maio e debater propostas para estas eleições.
"Diante desse cenário, a tarefa central colocada para o conjunto das forças progressistas é a construção de uma unidade política e social capaz de derrotar o atual governo estadual e o projeto que representa."

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