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PSOL tenta barrar exibição de documentário do Brasil Paralelo feito em creche de SP

O vereador Celso Giannazi e os deputados federal Luciene Cavalcante e Carlos Giannazi estadual, do PSOL, ingressaram com uma representação no Ministério Público de São Paulo diante da gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB), que autorizou a gravação de um documentário que gerou revolta entre pais de alunos da rede municipal.

Como a Folha revelou nesta sexta-feira (17), o documentário conduzido pela produtora Brasil Paralelo e com filmagens de dentro da Emei (Escola Municipal de Educação Infantil) Patrícia Galvão, na região central da capital, defende que creches promovem "ideologia de gênero", têm baixa qualidade e alta centralidade estatal.

Os pais tentam barrar o lançamento da peça, intitulada como Pedagogia do Abandono, e reclamam que a filmagem foi autorizada pela gestão Nunes.

Na representação, encaminhada neste sábado, os parlamentares pedem para o Ministério Público adotar, em caráter de urgência, medidas judiciais para impedir a utilização e a exibição do documentário.

Celso, Luciene e Carlos também pleiteiam junto ao Ministério Público obter a íntegra do processo administrativo na prefeitura e toda a documentação referente à autorização de filmagem na creche.

"A ausência de informação sobre a participação da Brasil Paralelo e sobre o conteúdo da obra não pode ser tratada como simples desencontro de comunicação, porque os elementos já conhecidos indicam ocultação deliberada dessas informações para evitar reação prévia da comunidade escolar, justamente porque se sabia que a realização das gravações naquele contexto geraria resistência de famílias, educadores e da própria unidade", dizem os psolistas.

A Brasil Paralelo, criada por estudantes universitários em Porto Alegre (RS) com viés conservador, também é autora de Pátria Educadora, que aponta Paulo Freire e a difusão de suas ideias entre educadores como responsáveis pelos indicadores de ensino do país.

O Painel não localizou representantes da produtora até a publicação deste texto.

A gestão Nunes afirmou que autorizou as gravações dentro da escola e afirmou que a "verificação de aspectos legais como uso de imagem e participação de menores é de inteira responsabilidade dos produtores". A prefeitura não respondeu se sabia qual era o teor do documentário.

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