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PT não vai adotar discurso "antissistema" como estratégia eleitoral

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30.abr.2026 - Presidente Lula durante pronunciamento à nação por ocasião do Dia do Trabalhador, no Palácio da Alvorada
30.abr.2026 - Presidente Lula durante pronunciamento à nação por ocasião do Dia do Trabalhador, no Palácio da Alvorada Imagem: Ricardo Stuckert / PR

O PT não vai focar a estratégia eleitoral no discurso "antissistema", conforme sugeriram alguns parlamentares após a derrota de Jorge Messias ao STF. Na cúpula do partido, a avaliação é de que é difícil para uma legenda que está no quinto mandato presidencial convencer o eleitor de que não é parte do sistema. Em vez disso, a ideia é apostar em motes como "combater privilégios" e "investigar os poderosos do andar de cima", nas palavras de uma fonte envolvida no debate.

Apesar de caciques partidários admitirem que a derrota da indicação presidencial à Suprema Corte teve um peso histórico pelo ineditismo, o monitoramento de redes sociais não captou os temas - Messias e derrubada dos vetos ao PL da Dosimetria - como muito relevantes. Segundo uma liderança petista, fora das bolhas de convertidos bolsonaristas e petistas, as menções ao tema do Senado não superaram 6% do total. Outros assuntos, como Shakira, Virgínia, Luana Piovani e as chuvas no Ceará, tiveram mais relevância.

A conclusão é que não há urgência em reajustar a comunicação, que segue focada em defender as ações do governo Lula e na comparação com a gestão anterior, de Jair Bolsonaro, além de relembrar a história de Flávio Bolsonaro. Tanto é que o PT lançou uma campanha específica para o Dia do Trabalhador: "Primeiro de Maio. Primeiro Você". E lançará amanhã uma nova campanha sobre o fim da escala 6x1.

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