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Putin se oferece para mediar crise entre Irã e governo Trump em ligações com Netanyahu e presidente iraniano

Segundo comunicado divulgado pelo governo russo, Putin conversou por telefone nesta sexta-feira (16) com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, e pediu uma rápida redução das tensões no país.

Os dois também teriam reafirmado seu compromisso com o acordo de parceria estratégica de 20 anos que a Rússia e o Irã assinaram no ano passado.

Putin também conversou com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. De acordo com o Kremlin, o presidente russo apresentou ideias para reforçar a estabilidade no Oriente Médio e expressou sua disposição em "continuar seus esforços de mediação e promover um diálogo construtivo com a participação de todos os Estados interessados".

Questionado sobre qual apoio a Rússia poderia fornecer ao Irã, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse:

"A Rússia já está fornecendo assistência não apenas ao Irã, mas também a toda a região, e à causa da estabilidade e da paz regional. Isso se deve, em parte, aos esforços do presidente para ajudar a reduzir as tensões".

Boa parte do Irã segue sem internet e as manifestações contra o regime se espalharam para outros países.

Nesta quinta-feira (15), o Conselho de Segurança das Nações Unidas se reuniu a pedido do governo dos Estados Unidos para falar sobre a questão. O embaixador americano na ONU disse que o presidente Donald Trump deixou claro que todas as opções estão sobre a mesa para pôr fim ao massacre e que ele é um homem de ação.

Washington afirma que o regime dos aiatolás está mais fraco do que nunca e que está divulgando mentiras por causa da força do povo iraniano nas ruas. O embaixador adjunto do Irã acusou os americanos de espalherem desinformação e alertou que qualquer ato de agressão, direto ou indireto, será enfrentado com uma resposta decisiva.

Em meio a ameaças de Trump, Dinamarca anuncia aumento da presença militar na Groenlândia

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O governo russo também acusou a Otan de realizar uma mobilização "militar acelerada" que teria um "claro objetivo de conter a Rússia e promover uma agenda antirrussa e antichinesa".

“A situação que está se desenrolando nas altas latitudes é motivo de séria preocupação para nós”, disse a embaixada russa na Bélgica, onde fica a sede da Otan, em um comunicado publicado na noite de quarta-feira. Segundo a embaixada, a Otan está "ampliando sua presença militar ali sob o falso pretexto de uma ameaça crescente por parte de Moscou e Pequim".

Apesar da Rússia protestar contra a presença da Otan no Ártico e acusar a Europa de ter "planos beligerantes", aliança militar tem presença constante na região e exercícios militares são comuns:

  • Os mais recentes ocorreram no início desta semana, segundo imagens divulgadas pela própria Otan em suas redes sociais: "treinamento no Ártico" (veja abaixo);
  • Em setembro de 2025, a Dinamarca realizou um exercício com aliados da Otan ao redor da Groenlândia que envolveu mobilização por ar, mar e terrestre;
  • Em março de 2024, Noruega, Suécia e Finlândia realizaram treinamentos no norte da Noruega;
  • A Otan prevê dois exercícios militares no Ártico em 2026, um em fevereiro e outro em março, ambos na costa da Noruega.

Navio de guerra da Otan navega durante treinamento militar no Ártico em janeiro de 2025. — Foto: Divulgação/Otan

Uma porta-voz do Ministério russo das Relações Exteriores afirmou nesta quinta que "nem a Rússia nem a China jamais disseram ter planos de ocupar a Groenlândia".

Países-membros da Otan contextualizam a mobilização no âmbito da escalada de tensões com os EUA, no entanto, a Alemanha afirmou nesta quinta-feira que uma missão da aliança na Groenlândia nos próximos dias terá como objetivo “explorar opções para garantir a segurança diante das ameaças russas e chinesas no Ártico”.

A opção reforçar o flanco do Ártico é adotada por aliados dos EUA com dois objetivos: impedir uma ação militar norte-americana contra a ilha e também mostrar a Trump que se levam em consideração sua preocupação com a segurança da região.

Ofensiva de Trump contra a Groenlândia

Trump realiza uma ofensiva contra a Groenlândia com o objetivo de fazer com que a ilha se torne parte dos EUA, o que deixou europeus em alerta —a ilha do Ártico pertence à Dinamarca, que disse não estar disposta a negociar sua soberania sobre o território. O presidente norte-americano reiterou na quarta-feira que os EUA precisam da ilha e que não se pode confiar na Dinamarca para a proteger.

Trump afirma que há uma crescente presença da Rússia e da China na região do Ártico, no entanto, europeus o desmentiram ao dizer, com base em seus relatórios de inteligência, que não foram detectados navios de guerra russos ou chineses na região. O presidente dos EUA também tem interesses econômicos na Groenlândia.

Países da Otan prometem tropas à Groenlândia

Em setembro passado, tropas dinamarquesas juntaram-se a tropas aliadas em exercícios militares na Groenlândia. — Foto: Guglielmo Mangiapane/REUTERS

Alemanha, França, Suécia e Noruega anunciaram nesta quarta-feira (14) que estão enviando soldados à Groenlândia. A decisão ocorre em meio às ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de anexar a ilha.

As tropas devem começar a chegar ao território na quinta-feira (15). Apesar de ter autonomia, a Groenlândia está sob a custódia da Dinamarca.

Segundo um porta-voz do governo alemão, militares de reconhecimento serão deslocados para a ilha. O Ministério da Defesa disse que a missão foi solicitada pela Dinamarca para avaliar possíveis contribuições militares e reforçar a segurança na região.

Já o presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou que tropas francesas vão participar de exercícios militares conjuntos organizados pela Dinamarca. A operação, segundo ele, se chama “Resistência Ártica”.

Nas últimas semanas, Trump afirmou repetidamente que a ilha é vital para a segurança dos EUA e que o país precisa controlar o território para impedir uma ocupação por Rússia ou China.

O presidente dos Estados Unidos disse que todas as opções estão sobre a mesa para garantir o controle da Groenlândia. A Casa Branca não descarta uma ação militar.

Nesta quarta-feira, autoridades da Dinamarca e da Groenlândia se reuniram em Washington com o vice-presidente dos EUA, JD Vance, e o secretário de Estado, Marco Rubio.

Após o encontro, um alto representante dinamarquês afirmou que permanece um “desacordo fundamental” com Trump sobre o futuro da Groenlândia. Os dois lados concordaram em criar um grupo de trabalho para discutir as preocupações de segurança dos EUA.

A ministra das Relações Exteriores da Groenlândia, Vivian Motzfeldt, afirmou que quer fortalecer a cooperação com os EUA, mas deixou claro que o território não deseja ser controlado por Washington.

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