A busca por TV Boxes disparou no Brasil como uma solução prática para transformar televisores antigos em smart TVs. No entanto, o mercado foi inundado por aparelhos irregulares, popularmente conhecidos como "TV Box pirata", que prometem acesso gratuito a canais pagos e streamings com séries e filmes. Esse cenário forçou a Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL) a intensificar o combate aos equipamentos não homologados.
Contudo, é fundamental destacar que nem todo dispositivo é ilegal, já que grandes fabricantes operam em total conformidade com a legislação brasileira e oferecem produtos de alta qualidade. Nesse contexto, a homologação da ANATEL é o selo que garante que o aparelho passou por testes rigorosos de segurança elétrica e proteção cibernética, incluindo barreiras contra malwares. Para ajudar você a escolher com mais segurança, o TechTudo reuniu a lista oficial atualizada para 2026 com os modelos certificados. Confira abaixo.
TV Box homologado evita invasões — Foto: Reprodução/Intelbras 📝 TV Box 4K vale a pena? Veja no Fórum do TechTudo
Tire suas dúvidas sobre TV Box
Comprar um aparelho homologado é a única forma de garantir estabilidade e segurança. Abaixo, explicamos os mitos sobre a legalidade desses dispositivos e apresentamos a lista completa dos modelos autorizados para uso no Brasil:
- Quais TV Box são legalizadas e homologadas pela Anatel em 2026
- É crime possuir TV Box?
- Quais são os riscos de usar uma TV Box pirata?
- Como saber se a minha TV Box é legal?
1. Quais TV Box são legalizadas e homologadas pela Anatel em 2026
A lista de aparelhos seguros é liderada por gigantes globais que oferecem ecossistemas robustos e protegidos. A Amazon possui diversos modelos homologados, com destaque para o Fire TV Stick 4K (modelo E9L29Y), que traz suporte a Wi-Fi 6 e codecs modernos. A Apple também figura na lista com suas Apple TVs (modelos A2843 e A2737), conhecidas pela potência do chip e privacidade. A Roku também mantém seus modelos Express homologados, oferecendo uma interface simples e segura para streaming, livre de malwares.
Entre as opções nacionais com bom custo-benefício, destacam-se a Intelbras, com sua linha Izy Play, que usa o sistema Android TV oficial certificado pelo Google e garante atualizações de segurança. Além disso, marcas como Aquário, Proeletronic e ZTE — frequentemente usadas por operadoras como Claro e Vivo — também têm modelos devidamente certificados.
Vale lembrar que a homologação assegura que o Wi-Fi desses aparelhos opere nas frequências permitidas no Brasil, evitando interferências e garantindo melhor desempenho de conexão. Confira abaixo a lista oficial da Anatel com os principais fabricantes e códigos de modelos homologados para 2026:
- Amazon: S3L46N (Lite/Std), E4GE9R (Controle), P4C6EN, L5B83G, E9L29Y (Stick 4K 2ª Ger)
- Apple: A2169 (4K 2ª Ger), A2843 (4K Ethernet), A2737 (4K Wi-Fi), A1625 (HD)
- Roku: 3940X2 (Express 4K), 3960X (Express), 3930x
- Intelbras: IZY PLAY, Izy Play 4K, Izy Play Full HD, Izy Play Stick, Izy Play Dongle 4K
- Google/Android TV: Chromecast, Tanix TX3 Mini-A (BMS-TX3MINI-A)
- Xiaomi: Mi TV Stick, MB30380
- ZTE: ZXV10 B866V2K + C2201, Z4KCW6, Z4KW6
- Aquário/Kidasen: STV 3000, STV-3000 PLUS
- Outros Homologados: Proqualit (SMARTPRO 4KHD, TV Stick PRO), Lexbom (LB-001), Vivensis (VX SMART), Century (Android TV), Oranth (LB-008), Rice Barrel (Arcadian Box), Skytech (STBAND001).
Roku Streaming Stick deve substituir linha Express — Foto: Divulgação/Roku 2. É crime possuir TV Box?
A TV Box, tecnicamente, é apenas um mini computado dedicado à reprodução de mídia. Então, assim como um celular ou notebook, ela é uma ferramenta neutra. Logo, o que define a ilegalidade é a falta de homologação ou a finalidade de uso para pirataria. Por isso, usar um aparelho certificado, como a Apple TV 4K ou o Fire TV Stick, para acessar serviços oficiais como Netflix, YouTube e Globoplay é uma prática legal, segura e amplamente incentivada pelo mercado de entretenimento digital.
O crime ocorre quando o dispositivo é usado para violar direitos autorais, prática popularmente chamada de “gatonet”. Em muitos casos, esses aparelhos já chegam modificados ou configurados para contornar a criptografia de canais de TV por assinatura ou oferecem acesso a listas de IPTV pirata, o que caracteriza infração à lei brasileira. Especialistas jurídicos ressaltam que, embora a fiscalização priorize quem vende e distribui o sinal ilegal, o uso de equipamentos clandestinos ajuda a financiar redes criminosas e expõe o consumidor a riscos legais, como sanções e apreensões.
Além disso, a comercialização e o uso de aparelhos de telecomunicações não homologados no Brasil são infrações administrativas. Equipamentos sem o selo da ANATEL são considerados irregulares, pois não passaram pelos testes obrigatórios de radiofrequência. Isso significa que, mesmo que você não use o aparelho para pirataria, se ele não for homologado, ele está em desacordo com as normas nacionais e pode ser retido pela fiscalização aduaneira ou retirado de circulação em operações oficiais como a recente Operação Praedo.
TV Box pirata podem conter malwares que roubam seus dados — Foto: Arte/TechTudo 3. Quais são os riscos de usar uma TV Box pirata?
O risco mais grave e invisível é a segurança cibernética. Investigações técnicas revelaram que muitas TV Boxes genéricas e piratas já saem de fábrica com malwares, como o BadBox 2.0. Esses vírus podem operar em segundo plano, transformando o aparelho em um “zumbi” capaz de clicar em anúncios fraudulentos, roubar senhas bancárias e interceptar o tráfego da rede Wi-Fi da sua casa. Assim, ao conectar uma dessas caixas à sua TV, você pode estar abrindo uma porta para que criminosos acessem seus outros dispositivos, como celulares e computadores.
Outro risco iminente é o bloqueio remoto e a perda financeira. A ANATEL tem autorização legal e ferramentas técnicas para identificar e bloquear os servidores que alimentam caixas piratas, o que pode resultar no famoso “apagão” — a tela preta em que o aparelho para de funcionar de repente. Como são produtos clandestinos, não existe garantia, suporte técnico ou a quem recorrer. Assim, o consumidor que opta pelo “barato” muitas vezes fica com um peso de papel inútil e perde todo o valor investido no equipamento ilegal.
Por fim, existem os riscos físicos e técnicos. Aparelhos não homologados não passam por testes de segurança elétrica e muitas vezes utilizam componentes de baixa qualidade e fontes de alimentação precárias. Isso aumenta drasticamente o risco de superaquecimento, curtos-circuitos e até incêndios residenciais. Além disso, por não respeitarem as normas de compatibilidade eletromagnética, essas caixas podem gerar interferência no sinal de Wi-Fi da sua casa e dos vizinhos, prejudicando a conexão de internet de todos ao redor.
Roubo de dados é a principal brecha que uma tv box pirata pode trazer — Foto: Reprodução/Freepik 4. Como saber se a minha TV Box é legal?
O primeiro passo é a verificação física do selo da ANATEL. Todo aparelho legalizado deve exibir o selo de homologação no chassi do produto ou na embalagem, contendo um código numérico. Por isso, é crucial verificar a autenticidade desse código no Sistema Mosaico da ANATEL. Uma dica avançada é comparar as fotos internas do produto disponíveis no sistema com o aparelho que você tem em mãos, pois criminosos costumam clonar selos de outros produtos, como roteadores ou telefones, para enganar o consumidor.
A segunda forma de identificação é comportamental e baseada na oferta. A ANATEL alerta: se o anúncio promete "acesso livre e irrestrito a canais pagos, filmes e jogos sem mensalidade", o aparelho é pirata, pois serviços legítimos de TV por assinatura e streaming exigem pagamento ou cadastro oficial. Por isso, ofertas milagrosas de caixas "desbloqueadas" são o maior indicativo de irregularidade, já que violam direitos autorais e indicam que o software do aparelho foi modificado para fins ilícitos.
Por último, desconfie de marcas desconhecidas e preços muito abaixo do mercado para hardware "potente". Marcas homologadas, como Amazon, Intelbras e Roku, possuem canais de venda oficiais e preços consistentes. Já caixas genéricas importadas que prometem especificações irreais (como “16 GB de RAM”) por preços muito baixos geralmente escondem hardware obsoleto e vulnerável. Ainda, a presença de aplicativos pré-instalados para pirataria (como P2P ou listas IPTV clandestinas) é a confirmação final de que o dispositivo não é seguro.
Modelos homologados contam com selo da Anatel que garante a segurança do produto — Foto: Divulgação/Xiaomi Vídeo: Melhor comprar eletrodoméstico 110 ou 220 V? Decida!
Melhor comprar eletrodoméstico 110 ou 220 V? Decida!

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