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Queda no Tesouro Direto assusta investidores; saiba o que fazer

Em 2025 foi oposto, e os rendimentos desses títulos dispararam. Embora a Selic tenha se mantido alta no ano passado (15% ao ano), as taxas futuras começaram a cair porque o mercado ficou otimista com a percepção de que a inflação começaria a ceder e o Banco Central iniciaria os cortes de juros em 2026. Com isso, aqueles que compraram títulos há alguns anos viram seus rendimentos aumentarem: se um título antigo paga 15% e os novos pagam 12%, por exemplo, o investidor vai querer o de maior rentabilidade, e seu preço aumenta.

Mas o movimento mudou no final do ano. Em dezembro, as taxas futuras voltaram a subir, reduzindo os ganhos de quem pretendia vender títulos antes do vencimento. Ainda assim, o saldo de 2025 permaneceu positivo. No começo deste ano, as taxas futuras começaram a cair em relação a dezembro, fazendo com que os preços dos títulos antigos e seus rendimentos voltassem a subir, e seus potenciais rendimentos também. No meio do mês, porém, os juros futuros voltaram a subir devido às tensões macroeconômicas, como crescimento da dívida pública —perto de 80% do PIB (produto interno bruto)— e à proximidade das eleições. Assim, o preços dos títulos antigos caíram, e seus rendimentos também. No fim do mês, as taxas futuras voltaram a cair, e o preço dos títulos antigos e seus rendimentos se recuperaram um pouco.

Quanto maior o prazo de vencimento do papel, maior a desvalorização. "Os títulos atrelados à inflação costumam ter prazos mais longos, o que os torna mais sensíveis às variações das taxas de juros", diz Zillner. Segundo o consultor, as incertezas em torno da inflação, da política fiscal e dos juros futuros aumentaram em 2026, levando o mercado a exigir retornos mais elevados.

Quem sentiu menos os efeitos da marcação a mercado foi o investidor do Tesouro Selic. Pós-fixado, esse título acompanha a taxa básica de juros efetiva da economia (a Selic), e não suas projeções. Ele é considerado o investimento mais seguro e com menor risco de marcação a mercado. Ele sofre apenas quando a taxa de compra e a taxa de venda (o spread) entre investidores (mercado secundário) oscila. A rentabilidade pode ser ligeiramente negativa por um ou dois dias, mas rapidamente se corrige.

O que fazer?

O Tesouro Selic é a melhor opção para quem não quiser se preocupar com as flutuações da marcação de mercado
O Tesouro Selic é a melhor opção para quem não quiser se preocupar com as flutuações da marcação de mercado Imagem: Mathias Pape/UOL
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