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Quem assume se o presidente dos EUA não puder governar? Entenda a sucessão norte-americana

A legislação americana estabelece uma linha clara de sucessão presidencial, que inclui autoridades do Congresso e membros do gabinete.

Episódios como os ataques de 11 de setembro de 2001 levantaram a possibilidade de que várias dessas autoridades possam morrer caso estejam reunidas em um mesmo local.

Por precaução, presidentes costumam designar um integrante do governo para não participar de eventos de grande visibilidade, prática conhecida como “sobrevivente designado”.

Segundo a Constituição dos EUA, todos os integrantes da linha sucessória precisam ter pelo menos 35 anos, ser cidadãos americanos natos e residir no país por ao menos 14 anos. Também precisam ter sido confirmados pelo Senado.

Donald Trump se retira após discursar na Sala de Imprensa James Brady, na Casa Branca. O vice-presidente J.D. Vance aparece atrás — Foto: AP/José Luis Magana

O vice-presidente J.D. Vance assumiria o cargo caso Trump morresse ou ficasse impossibilitado de exercer as funções, conforme a 25ª Emenda da Constituição. Ele permaneceria no cargo até o fim do mandato atual, em janeiro de 2029, e indicaria um novo vice-presidente.

Se Trump e Vance ficassem incapacitados, o comando passaria ao presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson.

Na sequência aparece o presidente pro tempore do Senado, cargo geralmente ocupado pelo senador mais antigo do partido majoritário — atualmente o republicano Chuck Grassley, de Iowa, de 92 anos.

Depois vêm os integrantes do gabinete da Casa Branca, seguindo a ordem de criação das secretarias. O primeiro é o secretário de Estado, Marco Rubio, seguido pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent, e pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth.

O presidente dos EUA, Donald Trump, em reunião de gabinete enquanto se senta ao lado do Secretário de Estado, Marco Rubio, e do Secretário de Defesa, Pete Hegseth, em Washington, D.C. — Foto: REUTERS/Brian Snyder

O procurador-geral também integra a linha sucessória. Ainda não está claro, porém, se Todd Blanche poderia ocupar a posição. Ele foi confirmado pelo Senado apenas como vice-procurador-geral e exerce o cargo principal de forma interina.

Na sequência aparecem os chefes dos departamentos do Interior, Agricultura, Comércio, Trabalho (atualmente vago), Saúde e Serviços Humanos, Habitação e Desenvolvimento Urbano, Transportes, Energia, Educação, Assuntos de Veteranos e Segurança Interna.

Para garantir a continuidade do governo em caso de desastre, presidentes costumam escolher um integrante do gabinete para não comparecer a eventos que reúnem autoridades em Washington, como posses presidenciais ou o discurso anual ao Congresso.

A prática não é exigida por lei, mas tornou-se comum desde a década de 1980. Segundo o American Presidency Project, da Universidade da Califórnia em Santa Barbara, o secretário da Agricultura foi o mais escolhido para a função ao longo dos anos.

Trump selecionou o secretário de Assuntos de Veteranos, Doug Collins, como sobrevivente designado nos discursos de 2025 e 2026.

Doug Collins, secretário de Assuntos dos veteranos de guerra do governo Trump. — Foto: AP Photo/J. Scott Applewhite

O jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, apesar de ser um dos principais eventos sociais de Washington, normalmente não exige esse tipo de medida. Trump não participou do evento durante o primeiro mandato, entre 2017 e 2021, e também boicotou a edição do ano passado.

Neste ano, porém, o presidente compareceu ao jantar acompanhado de Vance, Johnson, Rubio, Hegseth e outros integrantes do gabinete, o que teria elevado o risco de crise constitucional caso o atirador tivesse conseguido atingir autoridades do governo.

O senador Chuck Grassley não esteve presente, garantindo que ao menos um integrante da linha sucessória não estava no local.

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