O LinkedIn, rede social profissional com mais de 1 bilhão de usuários globais e 90 milhões somente no país, divulgou a lista Habilidades em Alta 2026 no Brasil, que revela quais competências mais cresceram segundo dados da plataforma. O levantamento destaca a consolidação e a integração da inteligência artificial no cotidiano de profissionais de diversos setores, além da exigência de maior conhecimento técnico mesmo em áreas não tradicionalmente tecnológicas. Segundo o estudo, um em cada cinco profissionais relata dificuldade na busca por emprego devido a falta de qualificação adequada. A seguir, o TechTudo mostra mais detalhes sobre a pesquisa.
LinkedIn aponta quais competências estão em alta no mercado de trabalho brasileiro em 2026 — Foto: Reprodução/Shutterstock 1. Metodologia da pesquisa
Para fazer o levantamento, o LinkedIn mede o crescimento anual das habilidades com base na aquisição de competências, que avalia o crescimento de uma determinada habilidade considerando os usuários que a adicionam aos seus perfis, e o êxito na contratação - que considera usuários que possuem a competência analisada e que foram contratados no último ano. Neste estudo, a plataforma calculou as taxas de crescimento das métricas comparando dois períodos: 1º de dezembro de 2024 a 30 de novembro de 2025 e o mesmo período do ano anterior.
O LinkedIn ainda explica que as competências aptas a entrar na lista precisam ter representação e atividade suficientes no período analisado. Além disso, a rede social aponta que as habilidades digitais básicas, linguísticas ou muito gerais foram excluídas da pesquisa. Dessa forma, o levantamento reuniu as competências individuais em categorias mais amplas, considerando funções, áreas técnicas ou casos de uso.
Dados pessoais, objetivo e formação precisam estar organizados corretamente no currículo. Entenda a lógica da estrutura ideal e por que ela faz diferença nos processos seletivos atuais — Foto: Reprodução/Freepik 2. As 5 grandes áreas que sintetizam 2026
A lista Habilidades em Alta 2026 mapeou competências em alta nas seguintes áreas estratégicas: Vendas, Desenvolvimento de Negócios, Educação, Engenharia, Serviços de Saúde, Tecnologia da Informação, Gestão de Projetos, Recursos Humanos, Finanças e Marketing. Assim, o estudo definiu cinco grandes grupos de competências que revelam as mudanças estruturais do mercado de trabalho brasileiro neste ano. A seguir, entenda o que significa cada uma na prática.
- Estratégia de IA, plataformas e sistemas inteligentes: destaca habilidades com sistemas de IA, grandes modelos de linguagem (LLM), IA para negócios, IA generativa, ChatGPT e tomada de decisões baseadas em dados. Como as empresas enfrentam desafios de pressão por eficiência, escassez de profissionais especializados e necessidade de ganhar escala sem elevar custos, as ferramentas de IA ajudam a automatizar processos, sofisticar análises e acelerar decisões.
- Marketing, comunicação e storytelling estratégico: área que destaca habilidades com storytelling digital, narrativas visuais, campanhas digitais, social media optimization (SMO), comunicações científicas, gestão de materiais promocionais, comunicação da liderança e relacionamento com stakeholders. Essas competências ajudam empresas a desenvolver estratégias, explicar decisões complexas para públicos não especializados e construir confiança, mesmo em um contexto de excesso de informação e polarização.
- Engenharia de software, APIs e desenvolvimento de sistemas: valoriza habilidades voltadas aos sistemas de informação computacionais, planejamento e integração de sistemas, versionamento, XML, FastAPI, entrega de soluções, infraestrutura de software e armazenamento em nuvem. Está em alta devido à digitalização acelerada de processos e à expansão de produtos digitais.
- Gestão de programas, projetos e operações: competências que incluem implantação de PMO, gestão de projetos web, planejamento e alocação de recursos, ClickUp, liderança em projetos técnicos e de equipes de desenvolvimento, melhorias operacionais, otimização, métricas-chave, ações corretivas, gestão de suporte e eficácia organizacional. Como as empresas atuam em várias frentes digitais simultaneamente, é preciso estruturar governança, priorizar recursos e garantir execução eficiente.
- Segurança da informação, cibersegurança e conformidade técnica: garantia da informação, segurança dos dados, resposta a incidentes de cibersegurança, conformidade com os padrões, normas técnicas e ações preventivas são competências em alta devido ao avanço dos ataques digitais - o que exige a necessidade de proteger dados e informações para reduzir riscos operacionais, financeiros e reputacionais.
3. Desenvolvimento de negócios mais técnico
Em linhas gerais, a pesquisa revela que o mercado de trabalho passa por uma rápida evolução que coloca o avanço da IA, a transformação digital e a reconfiguração das carreiras tradicionais no centro do debate. Na prática, a inteligência artificial deixou de ser diferencial e virou requisito para todas as áreas de atuação.
Por isso, o profissional de negócios de 2026 precisa entender tecnologia para gerar receita. A área, então, passa a exigir habilidades técnicas relacionadas à tomada de decisão baseada em dados, além do letramento em IA, conhecimentos de segurança da informação, integração via XML e JSON, ChatGPT e plataformas de CRM.
Inteligência artificial deixa de ser diferencial e vira requisito para várias áreas do mercado de trabalho — Foto: Igor Omilaev/Unsplash 4. O que muda na prática para quem quer se atualizar?
O profissional que deseja se atualizar diante das mudanças do mercado de trabalho pode focar em aprender habilidades de tecnologia e gestão, como: fundamentos de inteligência artificial generativa, noções de cibersegurança, integração de sistemas, gestão de projetos, comunicação estratégica, entre outras. Afinal, quanto mais as empresas exigem esse tipo de conhecimento, maior a necessidade de ter competências especializadas e estratégicas.
“O que vemos é um aprofundamento claro da transformação digital no Brasil. A inteligência artificial deixa de ser um tema concentrado em áreas técnicas e passa a integrar o cotidiano de praticamente todas as funções, elevando o nível de exigência das organizações. O diferencial competitivo já não está apenas no acesso à tecnologia, mas na capacidade de integrá-la aos sistemas existentes, garantir segurança e conformidade, e transformar dados em decisões estratégicas com impacto real no negócio. Isso exige um equilíbrio cada vez maior entre competências técnicas e comportamentais, capazes de conectar áreas, orientar decisões e transformar conhecimento em execução”, explica Guilherme Odri, editor-chefe do LinkedIn ao Notícias Brasil.
Com informações de LinkedIn
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