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Ramagem é solto nos EUA após dois dias detido pelo ICE: o que sabe

Alexandre Ramagem

Crédito, EPA

15 abril 2026, 20:40 -03

Atualizado Há 7 minutos

Tempo de leitura: 2 min

O ex-deputado federal Alexandre Ramagem foi solto nos EUA após ter sido detido por agentes do ICE (U.S. Immigration and Customs Enforcement) na segunda-feira (13/4).

A BBC News Brasil confirmou que o nome de Ramagem não consta mais de uma lista de pessoas detidas pelo ICE em Orange County, na Califórnia.

As autoridades americanas não emitiram comunicado oficial detalhando o motivo da detenção do ex-deputado.

Segundo a Polícia Federal do Brasil (PF), Ramagem teria sido detido por ter problemas em sua situação migratória.

Após a notícia da soltura de Ramagem, confirmada pelo portal G1, a BBC News Brasil enviou pedidos de informação à PF e ao Itamaraty, mas ainda não obteve resposta.

Condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 16 anos de prisão por participação na tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, Ramagem havia deixado o Brasil antes do trânsito em julgado e passou a viver nos Estados Unidos.

Ele era o único entre os condenados pelo chamado "núcleo central" da trama golpista que ainda não havia iniciado o cumprimento da pena, justamente por ter fugido do país antes da sentença definitiva.

Em novembro, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, decretou a prisão preventiva de Ramagem.

Seu mandato foi cassado em dezembro, junto com o de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que também está vivendo nos Estados Unidos.

Em 15 de dezembro, Moraes pediu aos EUA a extradição do deputado cassado, que também teve seu passaporte diplomático cancelado pela Câmara dos Deputados.

Segundo disse à BBC News Brasil em dezembro o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, o deputado saiu do Brasil de forma clandestina, pela fronteira com a Guiana, e usou passaporte diplomático para entrar nos EUA.

Ele teria viajado de avião para Boa Vista, em Roraima, de onde partiu de carro, em uma viagem clandestina em direção à fronteira.

Segundo a denúncia da Procuradoria Geral da República que levou ao julgamento e condenação de Ramagem, o ex-deputado teria usado a estrutura da Abin em favor dos planos golpistas — comandando uma "Abin paralela" que monitoraria adversários e críticos do governo Bolsonaro, além de produzir informações falsas e ataques virtuais.

Além disso, Ramagem teria fornecido a Jair Bolsonaro material para apoiar o ataque às urnas eletrônicas e a intervenção das Forças Armadas.

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