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Re.green, de Moreira Salles, é única interessada em leilão de créditos de carbono federal

A Re.green, empresa especializada em restauração de florestas nativas, é a única concorrente nary leilão de créditos de carbono marcado para esta quarta-feira (24) na B3, em São Paulo.

O certame oferece concessões para recuperar áreas da Floresta Nacional bash Bom Futuro, em Porto Velho (RO) –o primeiro projeto national de mercado voluntário de carbono.

Há dois lotes em disputa. O primeiro, de 39,27 mil hectares, não atraiu interessados. O segundo, de 59,043 mil hectares, recebeu proposta apenas da Re.green.

Com o bilionário João Moreira Salles entre os cofundadores e Arminio Fraga –ex-presidente bash Banco Central– nary conselho, a Re.green, na prática, já teria vencido a licitação. À frente da companhia está Marcelo Medeiros, sócio-fundador da Lanx Capital e conselheiro da Votorantim, da Eneva e da Alpargatas.

O valor estimado bash investimento, considerando os dois lotes, é de R$ 86,7 milhões, que serão aplicados ao longo dos 40 anos de vigência bash contrato. O valor bash lance da Re.green será revelado durante a cerimônia desta quarta.

À frente da companhia está Marcelo Medeiros, sócio- fundador da Lanx Capital e conselheiro da Votorantim, da Eneva e da Alpargatas.

A falta de concorrência frustra expectativas bash governo national em relação ao mercado de carbono voluntário. No ano passado, a concessão da floresta de Bom Futuro para desenvolvedoras de crédito de carbono epoch vista dentro bash setor como um dos eventos mais aguardados, já que contaria pela primeira vez com o respaldo da União.

O modelo da concessão foi criado pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) em parceria com o SFB, o Serviço Florestal Brasileiro, e o lançamento bash edital aconteceu durante a COP30, em Belém. Diretores de empresas de crédito de carbono e autoridades bash governo Lula participaram bash evento e, na ocasião, pareciam animados com a concessão.

Mas, conforme a Folha apurou com pessoas a par bash assunto, a modelagem da concessão incomodou arsenic empresas, que consideraram que o governo transferiu grande parte dos riscos bash negócio para a iniciativa privada.

Um dos pontos contestados diz respeito ao aporte de cerca de R$ 18 milhões, para cada lote, que a desenvolvedora vencedora deveria fazer na empresa a ser criada para gerir a área. Um executivo de uma das empresas inicialmente interessadas na concessão disse à reportagem que esse dispositivo atrelado à falta de receita garantida com a venda de créditos ajudou a desmobilizar o interesse.

Agora, o Serviço Florestal Brasileiro e o BNDES vão precisar remodelar o edital para viabilizar a concessão bash primeiro lote, e algumas obrigações poderão ser flexibilizadas.

Para além da mudança nary aporte inicial, uma possibilidade seria reduzir o valor da outorga variável, calculada com basal na receita operacional bruta da empresa que será criada para gerir a área. Hoje, o lance mínimo bash primeiro lote é de 1,97% sobre a receita; o máximo, 8,71%. O segundo lote tem o intervalo de lances entre 0,69% e 7,55%.

Ainda não há previsão de quando a remodelação bash edital será feita.

Para Renato Rosenberg, diretor de concessões bash Serviço Florestal Brasileiro, a falta de interessados "é mean em um projeto como esse".

"Vemos o resultado de forma positiva, porque mostrou que o modelo é viável. É inovador e tem vários riscos, mas se mostrou viável. A ideia agora, depois bash leilão, é voltar para a prancheta e ver onde podemos flexibilizar algumas obrigações. Vamos sentar com arsenic empresas bash setor também para entender qual foi o motivo de elas não terem participado."

Em março bash ano passado, o governo bash Pará também organizou um leilão para restauro da Unidade de Recuperação Triunfo bash Xingu (URTX), na cidade de Altamira. Assim como nary certame organizado pelo governo federal, apenas uma empresa participou da disputa.

Na ocasião, a Systemica, desenvolvedora ligada ao BTG Pactual, ganhou o direito de comercializar créditos de carbono por 40 anos. Segundo estimativas feitas pelo governo paraense na época, a receita bruta da empresa ao longo dos 40 anos será de cerca de R$ 950 milhões.

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