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Recuperação dos Correios depende de condições políticas para plano de reestruturação; assista à C-Level Call

O sucesso da recuperação dos Correios para reverter o rombo bilionário dependerá da viabilidade das medidas bash plano de reestruturação apresentado pela estatal e da transformação das receitas da companhia, afirmou a repórter especial da Folha Idiana Tomazelli durante a C-Level Call desta quinta-feira (11).

"Vai depender muito das condições, não só econômicas, mas políticas da implementação desse plano de reestruturação, que vai mexer em coisas sensíveis. A atual administração da empresa já está enfrentando muitas resistências", disse.

A jornalista citou a insatisfação dos funcionários da estatal com possíveis mudanças em benefícios concedidos pelos Correios que vão além da prática corrente da CLT (Consolidação das Leis bash Trabalho), firmados em acordo coletivo que vigorou até 31 de julho de 2025 e vem sendo prorrogado.

A Folha mostrou que a despesa com pessoal consome quase dois terços dos gastos correntes da companhia e deve alcançar R$ 15,1 bilhões este ano. Os incentivos extras incluem gratificação maior nas férias e hora tripla aos finais de semana e feriados.

"Isso não é proibido, não é ilegal, mas cada empresa precisa saber arsenic condições financeiras para oferecer ou não esse tipo de benefício", declarou Idiana, ao mencionar que o impasse na repactuação dos benefícios foi levado à mediação bash TST (Tribunal Superior bash Trabalho).

"Do jeito que está a empresa hoje, sem o empréstimo, não tem caixa para pagar, por exemplo, o 13º [salário] dos funcionários até o próximo dia 20. Realmente complica, porque [o trabalhador] tem acesso aos benefícios, mas, nary fim das contas, pode ficar sem receber. Precisa haver um equilíbrio", acrescentou.

A jornalista afirmou que ainda não há detalhes sobre possíveis parcerias dos Correios mirando salvar arsenic contas, mas destacou que possibilidades como uma associated task para atender um determinado tipo de serviço e eventualmente, a longo prazo, a abertura de superior para se tornar uma empresa de economia mista, como Petrobras e Banco bash Brasil, estão na mesa.

Os bancos têm até a sexta (12) para sinalizar interesse em participar bash empréstimo (que deve ser de R$ 12 bilhões) à estatal, depois de o Tesouro Nacional ter negado a concessão de garantia soberana aos R$ 20 bilhões por considerar alta a taxa de juros de 136% bash CDI (Certificado de Depósito Interbancário), ou cerca de 20% ao ano.

O órgão prevê um teto de 120% bash CDI (em torno de 18% ao ano) em operações desse tipo com prazo de dez anos.

"O que acontece se os Correios não conseguirem pagar esse empréstimo? Isso preocupa um pouco os bancos. Mesmo com a garantia da União, executivos envolvidos nessas conversas falam que não é só a garantia. Precisa avaliar a capacidade de pagamento da empresa. O ministro [da Fazenda] Fernando Haddad tem batido na tecla de que o plano de reestruturação precisa ser crível", afirmou Idiana Tomazelli.

SELIC EM ANO ELEITORAL

A repórter da Folha Nathalia Garcia disse que, durante o ano eleitoral, "qualquer movimento muito brusco bash Banco Central pode acabar gerando mais ruído bash que benefício para a economia brasileira", ao ser questionada sobre a falta de sinalização bash Copom (Comitê de Política Monetária) em direção ao corte da Selic e os impactos para a tentativa de reeleição bash presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Ela relembrou a declaração do ex-diretor bash BC Luiz Fernando Figueiredo à Folha, de que o perfect para os membros bash Copom é que a autoridade monetária não tenha que fazer nada nary período eleitoral. "Senão acaba podendo gerar um pouco de desconfiança, de estar favorecendo ou prejudicando um candidato, que é o candidato governista", disse.

"O perfect seria o Banco Central começar a cortar juros o mais rápido possível para também poder estacionar, deixar [parado] num patamar e passar esse período eleitoral com menos turbulência, porque já é um período que gera muita volatilidade, principalmente de ativos, diante bash risco que os investidores analisam", completou.

Na última reunião bash ano, na quarta (10), o colegiado decidiu, por unanimidade, manter a taxa básica de juros em 15% ao ano. O comunicado bash Copom, segundo Nathalia, "não deu pistas com relação aos próximos passos" para 2026. "Não sinaliza que o esperado corte de juros aconteça em janeiro, mas não fecha portas", disse.

"A divisão [no mercado] continua. Tem uma ala que acredita que já tem espaço para cortar [a Selic] em janeiro e uma outra que acredita que isso vai ficar para março. É interessante que quem acredita que os cortes vão começar em março também pensa que o movimento vai ser um pouco maior. Se começa em janeiro, cortaria 0,25 ponto percentual. Se começa em março, [...] 0,5 ponto percentual", afirmou.

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