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Reguladores asiáticos monitoram Mythos, da Anthropic, por potenciais riscos bancários

O banco central de fato e regulador bancário de Hong Kong informou à Reuters que irá introduzir uma Estrutura de Testes de Resiliência Cibernética focada ‌no aumento das capacidades de resposta e ‌recuperação dos bancos, ​o que ajudará a garantir um sistema de dados robusto para o setor.

A HKMA também formará uma nova força-tarefa dedicada, composta por membros dos setores público e privado, para examinar, monitorar ‌e responder aos riscos cibernéticos impulsionados pela IA.

"Alguns bancos também estão avaliando medidas adicionais de mitigação em resposta a essas ameaças em constante evolução", disse o órgão regulador em um comunicado.

Um porta-voz da Comissão de Valores Mobiliários e Investimentos da Austrália (ASIC, na sigla em inglês) afirmou que a entidade está monitorando de perto o uso do Mythos, juntamente com outros órgãos reguladores, para avaliar as possíveis implicações para o mercado.

"A ASIC colabora estreitamente com outros reguladores, agências governamentais e o setor ‌financeiro para compreender e responder às mudanças tecnológicas", disse o porta-voz, acrescentando que espera que as instituições financeiras licenciadas "estejam na vanguarda" para proteger clientes e consumidores.

Entretanto, a ​Autoridade de Regulação Prudencial da Austrália (APRA, na sigla em inglês), órgão regulador bancário do país, afirmou que "continuará avaliando as implicações desses avanços ‌tecnológicos para garantir a segurança e a resiliência contínuas do sistema financeiro".

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O Serviço de Supervisão Financeira da Coreia do Sul (FSS, na sigla em inglês) informou que realizou uma reunião com ‌representantes de segurança da informação de ‌empresas financeiras na semana passada para analisar os riscos relacionados ao Mythos.

A agência de notícias sul-coreana Yonhap informou que a Comissão ⁠de Serviços Financeiros (FSC, na sigla em inglês) realizou uma reunião de emergência na quarta-feira com os diretores de segurança da informação da própria FSC, bancos e seguradoras para analisar os riscos, citando fontes anônimas do setor.

A FSC não estava imediatamente disponível para comentar.

Em comunicado separado, a Autoridade Monetária ​de Cingapura (MAS, na sigla em ​inglês), afirmou que os avanços na inteligência artificial podem acelerar a descoberta e a exploração de vulnerabilidades de software em sistemas de TI.

"As instituições financeiras precisam redobrar os esforços para fortalecer suas defesas de segurança, identificar e corrigir proativamente as vulnerabilidades e aumentar a vigilância em relação à higiene cibernética, incluindo a aplicação oportuna de patches de segurança", afirmou, acrescentando que está coordenando com a Agência de Segurança Cibernética de Cingapura para apoiar os ⁠operadores de infraestrutura crítica.

(Reportagem de Scott Murdoch em Sydney, Heekyong Yang em Seul,  Xinghui Kok e Yantoultra ​Ngui em Cingapura e Selena Li em Hong Kong)

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