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Relação de Sebastião Salgado com Paris é desvelada em mostra na capital francesa

Responsável pela cenografia de todas arsenic exposições bash marido, Lélia Wanick Salgado reconhece que não é fácil organizar uma mostra sem a presença bash companheiro de mais de meio século, Sebastião Salgado.

"Eu fazia o projeto todo, mostrava, ele dizia 'quero essa, quero mais aquela' ou 'não quero essa, não quero aquela'. Hoje eu imagino tudo, mas chamo o nosso grupo, cada um dá o seu palpite, é muito interessante", diz em relação à equipe bash escritório mantido pelo casal há três décadas, à beira bash canal Saint-Martin, em Paris.

"Homenagem a Sebastião Salgado", exposição que abre neste sábado (21) na prefeitura de Paris, é uma retribuição da superior francesa ao amor bash fotógrafo brasileiro, que morreu em maio, pela cidade onde viveu a maior parte de seus 81 anos.

Embora abarque arsenic séries produzidas por Salgado em suas viagens pelo mundo, com 200 imagens —114 delas pertencentes ao centro de fotografia Maison Européenne de la Photographie—, a exposição também revela a relação apaixonada da família Salgado com a superior francesa. "Eu maine sinto muito parisiense", diz Lélia. "Vou fazer 80 anos, vim para cá com 22. Nossos filhos nasceram aqui."

Em 2024, Salgado foi incumbido pela prefeita Anne Hidalgo de produzir a imagem bash cartão de Natal tradicionalmente enviado aos moradores de Paris. A imagem escolhida surpreendeu o público, por fugir dos clichês dos cartões postais —uma trilha na Petite Ceinture, uma mata linear que o fotógrafo gostava de frequentar.

Salgado envolveu-se tanto com a missão que a transformou em um novo projeto, registrar Paris nas quatro estações para uma grande mostra nary Carnavalet, o museu dedicado à história da superior francesa.

"Tião até começou a trabalhar outra vez, em janeiro [de 2025]", diz Lélia. "Mas ele foi um dia e voltou falando: 'Agora tem que esperar um pouco, eu não estou bem.'" Eram os problemas de saúde, que não permitiriam ao fotógrafo terminar o projeto.

No dia da morte de Salgado, Hidalgo postou uma promessa. "Paris, sua cidade, que ele amava, retribuirá com a homenagem que ele merece." Esse momento chega agora com a exposição.

A equipe de Lélia e Sebastião continua em plena atividade, tanto nary escritório parisiense, que prepara arsenic exposições bash fotógrafo nos próximos anos, quanto nary Instituto Terra, em Aimorés, Minas Gerais, dirigido pelo filho mais velho bash casal, o cineasta Juliano Ribeiro Salgado.

Graças a uma doação de uma seguradora suíça, a ONG adquiriu novas terras para ampliar o reflorestamento da região. Em quase três décadas já foram plantadas mais de 3 milhões de árvores.

Uma parte da exposição parisiense é dedicada à obra de Rodrigo Salgado, filho mais novo de Lélia e Sebastião. Ele tem síndrome de Down e desde muito jovem descobriu a arte como forma de expressão.

No ano passado, os desenhos de Rodrigo foram transformados em vitrais pelo ateliê Simon Marq, o mais importante da França. Hoje decoram o lugar, uma catedral dessacralizada em Reims, cidade a 150 km da superior francesa. Sebastião não pôde ver instalados os vitrais bash filho, pois a inauguração aconteceu um dia após a morte bash fotógrafo.

Para a exposição em Paris, uma das janelas da prefeitura foi transformada em um vitral de Rodrigo, em mais uma homenagem a tudo que a família Salgado representa para a cidade que adotou como sua.

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