O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi internado na UTI do Hospital DF Star, em Brasília no último dia 13 com diagnóstico de broncopneumonia bacteriana. Segundo comunicado do hospital, o ex-presidente chegou à unidade com febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios.
A internação, que levou o STF (Supremo Tribunal Federal) a conceder a prisão domiciliar temporariamente, é mais um capítulo de um longo histórico de complicações de saúde que tem origem em setembro de 2018.
Desde o atentado sofrido durante a campanha presidencial, em Juiz de Fora (MG), quando Bolsonaro foi esfaqueado por Adélio Bispo de Oliveira, sua saúde passa por instabilidade. A facada atingiu o abdômen e causou lesões graves nos intestinos delgado e grosso, exigindo uma cirurgia de emergência. Dias depois, foi submetido a uma segunda intervenção para tratar uma obstrução intestinal decorrente da lesão original.
Em 2019, no início do seu primeiro ano de mandato, o ex-presidente foi submetido a uma terceira cirurgia para a retirada da bolsa de colostomia, dispositivo que utilizava desde as intervenções iniciais para permitir a recuperação intestinal. O procedimento de sete horas antecedeu a quarta cirurgia, em setembro do mesmo ano, para corrigir uma hérnia incisional que havia surgido na região da cicatriz abdominal, consequência comum após múltiplas operações na mesma área.
Durante a pandemia, o então mandatário chegou a ser infectado pela Covid, em julho de 2020, após ter dado declarações nas quais buscava minimizar os impactos da doença. No mesmo dia, aproveitou o anúncio do seu teste para Covid para defender o uso da hidroxicloroquina como medicamento eficaz para o tratamento da doença, mesmo sem que ainda exista comprovação científica do remédio.
Entre 2021 e 2022, Bolsonaro foi internado repetidas vezes por novas obstruções intestinais, sem que houvesse necessidade de intervenção cirúrgica.
A saúde do ex-presidente voltou a piorar em janeiro de 2023, quando, fora do governo, foi internado em Orlando (EUA), com dores abdominais intensas e suboclusão intestinal, tratada clinicamente. Na época, após a eleição mais disputada da história, Bolsonaro viajou para a Flórida antes de terminar o mandato, evitando passar a faixa na posse do adversário Lula (PT).
Em setembro do mesmo ano, realizou dois procedimentos: a correção de uma hérnia de hiato, para tratar o refluxo gastroesofágico, e uma cirurgia de desvio de septo nasal, para melhorar a qualidade da respiração.
Em maio de 2024, precisou de internação devido a quadro de erisipela —infecção cutânea bacteriana que exigiu uso de medicação por via intravenosa por cerca de 12 dias. Ele chegou a ser transferido do Hospital Santa Júlia, em Manaus (AM) —onde participou de evento para lançamento da pré-candidatura pelo PL do deputado federal Capitão Alberto Neto para a Prefeitura de Manaus— para o Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, para tratar a infecção.
Em abril de 2025, o ex-presidente enfrentou a cirurgia mais complexa desde o atentado: uma intervenção de 12 horas para a reconstrução da parede abdominal, após sentir dores intensas durante agenda no Rio Grande do Norte. A recuperação exigiu internação prolongada, com passagem pela UTI.
Em setembro, passou por um procedimento para a remoção de oito lesões de pele. O laudo confirmou a presença de carcinoma em duas das amostras, localizadas no tórax e no braço. Dois dias depois, em 16 de setembro, foi internado em caráter de urgência após apresentar vômitos, tontura e queda de pressão arterial, recebendo alta no dia seguinte.
Em novembro, com o quadro oscilando entre crises de soluços e uso de medicação contínua, Bolsonaro cumpria prisão domiciliar e mantinha rotina de exercícios e dieta balanceada para tentar estabilizar sua saúde.
Em 24 de dezembro de 2025, foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, a deixar a sede da Polícia Federal para ser internado no DF Star. No dia 25, foi submetido a uma cirurgia de correção de hérnia inguinal bilateral. O problema acontece quando, conforme o envelhecimento, os tecidos ficam frágeis e o intestino começa a escorregar para o canal inguinal.
Exames também apontaram apneia do sono que, segundo a equipe médica, agrava a hipertensão arterial. Entre os dias 27 e 30 de dezembro, passou por mais três intervenções para conter crises persistentes de soluço, as quais a equipe médica consideraram parte de um caso raro de soluço crônico, que exige tratamento contínuo.
Seis dias depois, na madrugada de 6 de janeiro, Bolsonaro tentou caminhar dentro da sala onde estava detido, na sede da Polícia Federal, e caiu, batendo a cabeça, e recebeu o diagnóstico de traumatismo craniano leve. A principal hipótese levantada pela equipe médica foi a de que a queda tenha sido causada por desorientação decorrente da interação entre os medicamentos em uso para o tratamento das crises de soluço.
Bolsonaro agora está no mesmo hospital, desta vez com diagnóstico de broncopneumonia bacteriana e ficou internado na UTI.

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