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Repressão do ICE empurra progressistas dos EUA para as armas

Por Sandra Cohen

Especializada em temas internacionais, foi repórter, correspondente e editora de Mundo em 'O Globo'

Tendência começou a ser detectada como forma de defesa, depois que o governo federal enviou agentes do ICE para caçar imigrantes, especialmente em cidades democratas.


Agentes do ICE lançam gas lacrimogênio contra manifestantes em Minneapolis, após registro de tiroteio, em janeiro de 2026. — Foto: Abbie Parr/AP

Uma nova tendência já é detectável entre os grupos considerados progressistas nos EUA. A tradicional aversão às armas de fogo cede lugar à defesa da Segunda Emenda da Constituição, que protege o direito legal dos cidadãos de portar esses equipamentos — postura geralmente alinhada aos conservadores.

A procura por aulas de instrução para obter a licença e pela compra de armas aumentou em Minneapolis desde que o governo federal mandou cerca de três mil agentes à cidade para caçar imigrantes. Os assassinatos de dois cidadãos americanos — Renee Good e Alex Pretti — intensificou o movimento, constatou Steven Rogers, dono de uma empresa de segurança.

A maioria das pessoas tem medo do ICE. Há também aqueles que temem a violência generalizada”, ponderou ele à rede NBC.

Em alguns estabelecimentos, a demanda de interessados em aprender a manejar armas quadruplicou após os distúrbios em Minneapolis. Grupos de tiro constatam a presença de pessoas que se identificam como progressistas, mas querem ter armas para se defender diante da truculenta política anti-imigratória do governo Trump.

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Esta tendência também se reflete no resto do país, especialmente em cidades consideradas democratas, alvos de batidas do Serviço de Imigração e Alfândega.

Estima-se que um terço dos americanos tenha armas de fogo, totalizando cerca 500 milhões de equipamentos no país. Antes reservado a republicanos e homens, o interesse passou a envolver um número crescente de mulheres e pessoas LGBTQIA+, segundo detectaram comerciantes e instrutores.

Este argumento embaralhou o jogo e aparentemente pôs os dois grupos na mesma linha de frente — a de ter armas para defender-se —, realimentando o ciclo da violência.

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