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'Retrospectiva 2026': o que aconteceu no ano que está começando

A convicção de Lula é a de que gastos públicos não só atendem às populações mais vulneráveis, mas também movem a economia, via consumo. Este fato histórico, acrescido da percepção de que a questão fiscal sensibilidade o mercado financeiro, mas não a massa do eleitorado, fez com que um ajuste fiscal mais estrutural ficasse para além de 2026.

Desemprego em baixa, dívida pública em alta

Os melhores resultados dessa estratégia econômica típica de Lula aparecem no mercado de trabalho. A taxa de desemprego, em 2026, voltou a cair, mesmo depois dos recordes de 2025. A taxa média anual, com ajustes sazonais, caiu para 5,5%, em 2026, depois de ter descido a 5,9%, em 2025. No fim do ano, o desemprego era o menor da série, 5,1% da força de trabalho, com recorde de empregados com carteira assinada.

Embora o déficit público tenha sido contido dentro dos limites das metas do arcabouço fiscal, inclusive por exclusões contábeis de despesas, negociadas com o Congresso, como em 2025, isso não impediu novo avanço da dívida bruta do setor público.

Este foi mais um ano de alta, com o endividamento do governo passando de 80% do PIB.A pressão fiscal compõe, com destaque, o conjunto de elementos que a explicação a marcha da taxa básica de juros (taxa Selic) ao longo de 2026. Depois de um longo período no nível muito alto de 15% nominais ao ano, o Copom (Comitê de Política Monetária) começou um ciclo moderado de cortes, no primeiro trimestre.

No fim do ano, a taxa básica tinha recuado para 12% ao ano, mas ainda permanecia em terreno restritivo. O alívio, que permitiu manter a inflação dentro da intervalo do sistema de meta, acabou se mostrando mais na percepção dos agentes econômicos do que na efetiva descompressão efetiva do crédito. Vem daí a nova perda de ritmo da atividade em 2026.

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