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Robô viaja de avião como passageiro, vira alvo de nova regra e reclama de proibição: 'Conspiração'

Um robô humanoide embarcou como passageiro em um voo da Southwest Airlines nos Estados Unidos, virou alvo de uma nova restrição criada pela companhia aérea e ainda “reclamou” da proibição depois da viagem. "Stewie", como é chamado, classificou a decisão como “conspiração”, segundo reportagem da CBS News.

O robô pertence ao empresário Aaron Mehdizadeh, dono da empresa The Robot Studio. De acordo com a imprensa americana, no início de maio, ele decidiu levar o "amigo" de Las Vegas até Dallas comprando um assento extra para o humanoide, em vez de despachá-lo como carga.

Para conseguir embarcar, o robô precisou passar pelas exigências de segurança da companhia aérea e da agência responsável pela segurança nos transportes dos EUA. Ainda segundo a CBS, o equipamento recebeu uma bateria menor para poder passar pela inspeção.

Depois disso, o robô de cerca de 1 metro caminhou pelo aeroporto e entrou normalmente no avião, sentando-se em um assento na janela. A presença do humanoide chamou atenção no voo da Southwest Airlines.

“Grande parte das pessoas ficou muito animada ao ver um robô voando”, disse Mehdizadeh à CBS News Texas.

Segundo o empresário, o robô também é capaz de falar por meio de uma voz programada.

“Eu tinha o assento perfeito na janela, nuvens parecendo algodão-doce, e todo mundo tirando selfies comigo”, disse o robô, segundo a emissora.

Imagem de avião da Southwest em Paris, na França — Foto: Eric Salard/Wikipedia

Dois dias depois da viagem, a Southwest Airlines divulgou um alerta interno criando uma nova restrição para robôs humanoides ou semelhantes a animais.

Segundo a imprensa americana, a companhia decidiu proibir esse tipo de equipamento tanto dentro da cabine quanto como bagagem despachada, independentemente do tamanho ou finalidade.

A Southwest afirmou à CBS News que a mudança foi feita para cumprir regras de segurança relacionadas a baterias de íons de lítio.

O empresário que viajou com Stewie, porém, discordou da justificativa. Segundo ele, a bateria usada no robô era parecida com a de um notebook.

“É uma conspiração total. Eles não querem que nós, robôs, vejamos as nuvens e descubramos o que realmente existe lá em cima”, afirmou o robô à CBS.

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