A rodovia BR-470, na Serra Gaúcha, passa por obras de recuperação no trecho entre os municípios de Bento Gonçalves e Veranópolis. O objetivo é melhorar as condições da estrada, fortemente afetada nas enchentes de 2024. A estrada é uma importante ligação entre a Serra Gaúcha e a Região Metropolitana de Porto Alegre, sendo estratégica para o escoamento da produção.
Enquanto a empreitada acontece, o trajeto no local é difícil e demorado, com sistema de "pare e siga", tornando-se um gargalo logístico para a Serra. Em alguns casos, para evitar ficar parado na rodovia, motoristas preferem fazer um desvio pelo município de Cotiporã.
A estrada concentra hoje 40 frentes de trabalho simultâneas, 472 trabalhadores e 192 equipamentos atuando em 39 pontos de contenção, nos 25 quilômetros de obras, além da reabilitação da ponte. O sistema de controle de tráfego, que vai liberando veículos alternadamente em cada sentido, por comboios, seguirá pelo menos até o fim do primeiro semestre de 2026.
"Temos um volume muito intenso de obras. São 40 frentes ativas ao longo da rodovia", observa o chefe da unidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) em Passo Fundo, engenheiro Adalberto Jurach, que acompanha a obra. Segundo ele, o modelo de comboio foi adotado para organizar o fluxo diante da quantidade de intervenções simultâneas e permitir a travessia em horários definidos.
Na prática, porém, o impacto no deslocamento ainda é significativo. Em passagem pelo trecho, na volta da Serra Gaúcha em 1º de abril, a reportagem do Jornal do Comércio levou uma hora para percorrer o segmento em obras, em um momento em que ainda não havia operação de "pare e siga".

Sistema "pare e siga" é mantido ao longo do trecho de obras rodovia BR-470, na Serra Gaúcha EVANDRO OLIVEIRA/JC
Atualmente, o tráfego ocorre em horários alternados: pares no sentido Bento Gonçalves–Veranópolis e ímpares no sentido inverso. A expectativa é de reavaliação no segundo semestre, conforme o avanço das obras, mas a liberação total da rodovia deve ocorrer apenas no fim do ano.
Impacto da enchente na Serra das Antas ainda é visível
Na passagem pela Serra das Antas, chama atenção o impacto ainda visível das enchentes de 2024 sobre o ambiente natural. Em diversos pontos da rodovia BR-470, as encostas seguem expostas, com marcas profundas de deslizamentos que redesenharam a paisagem da Serra.

Região da Serra das Antas foi uma das mais afetadas por deslizamentos em 2024; obras buscam recuperar estrutura da BR-470 TÂNIA MEINERZ/JC
Há áreas com vegetação suprimida e solo ainda instável, contrastando com pontos onde já se observa regeneração gradual. Ao longo do trajeto, também chama atenção a quantidade de trabalhadores espalhados pelas frentes de obra, além das estruturas provisórias montadas às margens da rodovia, como contêineres e módulos usados como apoio, descanso e operação das equipes.
As obras avançam em meio a esse cenário, com intervenções diretas nos taludes e margens da rodovia, evidenciando o desafio de conciliar a recuperação da infraestrutura com a recomposição ambiental de uma região marcada pela presença de mata nativa e relevo sensível.
Os eventos climáticos de maio de 2024 provocaram 102 pontos de deslizamento — alguns com até um quilômetro de extensão — e destruíram completamente oito segmentos da rodovia. O volume de investimentos deve se aproximar de R$ 800 milhões, sendo cerca de R$ 500 milhões já aplicados.
Entre as principais obras estão o reforço estrutural da ponte Ernesto Dornelles, a construção de dois viadutos e a execução de estruturas de contenção, como cortinas atirantadas, muros de gabião e barreiras dinâmicas. Até agora, cerca de 70 pontos críticos já foram concluídos.
Mesmo com as restrições, o Dnit avalia que o trecho opera com segurança. Desde a retomada do tráfego, cerca de 60 dias após a interrupção total em 2024, não houve ocorrências graves. O monitoramento é feito 24 horas por dia, com acompanhamento das condições climáticas, o que pode levar a bloqueios preventivos em caso de risco.
Segundo o engenheiro Adalberto Jurach, do Dnit, o modelo atual tem reduzido impactos logísticos. "Para quem se programa, praticamente não há perda de tempo no trecho", diz. Além das obras emergenciais, o Dnit prevê melhorias permanentes, como faixas adicionais — uma já concluída — e a retomada do projeto de duplicação e ampliação de capacidade.

Rodovia BR-470 deverá seguir em obras até o fim de 2026 EVANDRO OLIVEIRA/JC
Um novo edital para os estudos deve ser lançado após a primeira tentativa não atrair interessados.
Para os próximos meses, a expectativa é de avanço contínuo das obras, com redução gradual das interferências, embora a rodovia deva seguir em obras ao longo de 2026.
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A rodovia BR-470, na Serra Gaúcha, passa por obras de recuperação no trecho entre os municípios de Bento Gonçalves e Veranópolis. O objetivo é melhorar as condições da estrada, fortemente afetada nas enchentes de 2024. A estrada é uma importante ligação entre a Serra Gaúcha e a Região Metropolitana de Porto Alegre, sendo estratégica para o escoamento da produção.
Enquanto a empreitada acontece, o trajeto no local é difícil e demorado, com sistema de "pare e siga", tornando-se um gargalo logístico para a Serra. Em alguns casos, para evitar ficar parado na rodovia, motoristas preferem fazer um desvio pelo município de Cotiporã.
A estrada concentra hoje 40 frentes de trabalho simultâneas, 472 trabalhadores e 192 equipamentos atuando em 39 pontos de contenção, nos 25 quilômetros de obras, além da reabilitação da ponte. O sistema de controle de tráfego, que vai liberando veículos alternadamente em cada sentido, por comboios, seguirá pelo menos até o fim do primeiro semestre de 2026.
"Temos um volume muito intenso de obras. São 40 frentes ativas ao longo da rodovia", observa o chefe da unidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) em Passo Fundo, engenheiro Adalberto Jurach, que acompanha a obra. Segundo ele, o modelo de comboio foi adotado para organizar o fluxo diante da quantidade de intervenções simultâneas e permitir a travessia em horários definidos.
Na prática, porém, o impacto no deslocamento ainda é significativo. Em passagem pelo trecho, na volta da Serra Gaúcha em 1º de abril, a reportagem do Jornal do Comércio levou uma hora para percorrer o segmento em obras, em um momento em que ainda não havia operação de "pare e siga".

Sistema "pare e siga" é mantido ao longo do trecho de obras rodovia BR-470, na Serra Gaúcha EVANDRO OLIVEIRA/JC
Atualmente, o tráfego ocorre em horários alternados: pares no sentido Bento Gonçalves–Veranópolis e ímpares no sentido inverso. A expectativa é de reavaliação no segundo semestre, conforme o avanço das obras, mas a liberação total da rodovia deve ocorrer apenas no fim do ano.
Impacto da enchente na Serra das Antas ainda é visível
Na passagem pela Serra das Antas, chama atenção o impacto ainda visível das enchentes de 2024 sobre o ambiente natural. Em diversos pontos da rodovia BR-470, as encostas seguem expostas, com marcas profundas de deslizamentos que redesenharam a paisagem da Serra.

Região da Serra das Antas foi uma das mais afetadas por deslizamentos em 2024; obras buscam recuperar estrutura da BR-470 TÂNIA MEINERZ/JC
Há áreas com vegetação suprimida e solo ainda instável, contrastando com pontos onde já se observa regeneração gradual. Ao longo do trajeto, também chama atenção a quantidade de trabalhadores espalhados pelas frentes de obra, além das estruturas provisórias montadas às margens da rodovia, como contêineres e módulos usados como apoio, descanso e operação das equipes.
As obras avançam em meio a esse cenário, com intervenções diretas nos taludes e margens da rodovia, evidenciando o desafio de conciliar a recuperação da infraestrutura com a recomposição ambiental de uma região marcada pela presença de mata nativa e relevo sensível.
Os eventos climáticos de maio de 2024 provocaram 102 pontos de deslizamento — alguns com até um quilômetro de extensão — e destruíram completamente oito segmentos da rodovia. O volume de investimentos deve se aproximar de R$ 800 milhões, sendo cerca de R$ 500 milhões já aplicados.
Entre as principais obras estão o reforço estrutural da ponte Ernesto Dornelles, a construção de dois viadutos e a execução de estruturas de contenção, como cortinas atirantadas, muros de gabião e barreiras dinâmicas. Até agora, cerca de 70 pontos críticos já foram concluídos.
Mesmo com as restrições, o Dnit avalia que o trecho opera com segurança. Desde a retomada do tráfego, cerca de 60 dias após a interrupção total em 2024, não houve ocorrências graves. O monitoramento é feito 24 horas por dia, com acompanhamento das condições climáticas, o que pode levar a bloqueios preventivos em caso de risco.
Segundo o engenheiro Adalberto Jurach, do Dnit, o modelo atual tem reduzido impactos logísticos. "Para quem se programa, praticamente não há perda de tempo no trecho", diz. Além das obras emergenciais, o Dnit prevê melhorias permanentes, como faixas adicionais — uma já concluída — e a retomada do projeto de duplicação e ampliação de capacidade.

Rodovia BR-470 deverá seguir em obras até o fim de 2026 EVANDRO OLIVEIRA/JC
Um novo edital para os estudos deve ser lançado após a primeira tentativa não atrair interessados.
Para os próximos meses, a expectativa é de avanço contínuo das obras, com redução gradual das interferências, embora a rodovia deva seguir em obras ao longo de 2026.
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