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Rogério Marinho desiste de candidatura a governador para coordenar campanha de Flávio Bolsonaro

O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), anunciou nesta quarta-feira (21) a retirada de sua pré-candidatura ao Governo do Rio Grande do Norte. Ele coordenará a campanha presidencial do também senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Na declaração, Marinho afirma que o movimento foi um pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele diz, na nota divulgada, que auxiliará na candidatura de Flávio, mas não explica qual será seu papel. A informação de que Marinho atuará na coordenação de campanha foi apurada pela Folha.

O líder da oposição está no meio do mandato como senador —por isso, tem cargo garantido até o início de 2030. Além disso, é secretário-geral do PL, partido de Bolsonaro.

Marinho foi candidato a presidente do Senado em 2023, quando acabou sendo derrotado por Rodrigo Pacheco (PSD-MG). O plano eleitoral bolsonarista é eleger o máximo de senadores possível para controlar a Casa e aumentar a pressão sobre o STF (Supremo Tribunal Federal), corte que condenou e mandou prender Jair Bolsonaro.

O anúncio do senador foi feito por meio de nota divulgada à imprensa. Ele menciona a prisão de Bolsonaro, que classifica como injusta, como o contexto da retirada de sua pré-candidatura.

"Neste momento difícil, ele [Bolsonaro] me pede que me some à luta de seu filho, Flávio, para que juntos possamos resgatar o país. A gratidão, a solidariedade e a lealdade a Jair Bolsonaro e ao que ele representa definem a minha decisão", escreveu.

"Abro mão da minha candidatura e do sonho de governar o Rio Grande do Norte para me somar à luta de milhões de brasileiros que compreenderam que derrotar o PT é uma necessidade histórica para salvar o Brasil", declarou Marinho.

"O Rio Grande do Norte vai estar contemplado, ainda mais, com o Rogério Marinho junto com a gente nesse grande time que eu pretendo montar para recolocar o Brasil no caminho da prosperidade", afirmou Flávio Bolsonaro em vídeo divulgado nas redes sociais.

"Eu sei que vocês [eleitores do Rio Grande do Norte] estão aí com o coração um pouco apertado pela decisão que ele [Rogério Marinho] tomou, mas tenho a consciência e a certeza que ele está fazendo a escolha pelo Brasil porque nós vamos resgatar juntos, a partir de 2027, esse país das garrras do partido das trevas", declarou o pré-candidato a presidente.

Em dezembro, Flávio disse à Folha que gostaria de ter Marinho como seu "braço-direito" e coordenador de campanha. Questionado na ocasião, Marinho disse que a decisão ainda não estava tomada e que conversaria com o grupo político dele no estado.

"Ele vai estar comigo, o tempo inteiro do meu lado, porque é uma pessoa competente, de confiança, inteligente e que adora desafios. Eu preciso de pessoas que não gostam de ficar na zona de conforto. É um amigo e também acredita nesse projeto", disse Flávio à Folha em dezembro.

Jair Bolsonaro lançou seu filho como candidato a presidente depois de ser condenado e preso por tentativa de golpe. Em seus primeiros movimentos como pré-candidato, Flávio busca estreitar laços com forças políticas da direita mundial.

Bolsonaro é o principal líder da direita do Brasil, mas a indicação de Flávio não unificou esse campo político, ao menos até agora. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), continua se colocando como postulante ao Planalto.

Além disso, ainda há setores que defendem uma candidatura presidencial do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Ele cancelou uma visita que faria a Bolsonaro na prisão na quinta-feira (22).

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