Em comunicado publicado no Telegram, a chancelaria acusou Washington e Tel Aviv de estarem “se escondendo” atrás de preocupações com o programa nuclear iraniano enquanto buscariam uma mudança de regime.
O Ministério alertou que os ataques podem desencadear uma “catástrofe humanitária, econômica e possivelmente radiológica” na região e acusou os EUA e Israel de “lançarem o Oriente Médio em um abismo de escalada descontrolada”.
Moscou classificou como “inaceitável” o bombardeio de instalações nucleares sob salvaguardas da Agência Internacional de Energia Atômica e afirmou estar pronta para ajudar a intermediar uma solução pacífica.

Trump confirma ataques ao Irã e diz que objetivo é 'defender o povo americano' de 'ameaças
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou os ataques do país contra o Irã neste sábado (28).
Segundo o presidente, o objetivo é "defender o povo americano' de 'ameaças do governo iraniano".
Sobre os alvos da operação, Trump disse que os EUA vão "arrasar a indústria de mísseis até o chão".
Trump alertou que, como resultado da operação militar dos EUA, “Podemos ter baixas.” Segundo o NYT, o general Dan Caine, presidente do Estado-Maior Conjunto, havia alertado Trump em reuniões privadas que tropas americanas poderiam ser mortas ou feridas em uma guerra com o Irã.
Fumaça sobe no horizonte após uma explosão em Teerã, Irã, sábado, 28 de fevereiro de 2026. — Foto: AP
Explosões foram ouvidas no centro de Teerã, Capital do Irã, no início da manhã deste sábado (28) no horário local. A ação foi coordenada com os Estados Unidos e Israel.
As ações correm via terrestre e via marítima. A operação ocorre após semanas de negociações entre os EUA e o Irã na tentativa de fechar um acordo que limite ou encerre o programa nuclear iraniano.
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, descreveu como "ataque preventivo" e uma ação para "eliminar ameaças". Ele não deu mais detalhes de imediato.
O líder supremo do Irã, Khamenei, não está em Teerã, tendo sido transferido para um local seguro, informou um oficial à Reuters.
As Forças Armadas de Israel disseram que acionaram sirenes de alerta aéreo em diversas áreas do país "para preparar a população para a possibilidade de lançamento de mísseis contra Israel". Também anunciaram a suspensão das aulas e do deslocamento das pessoas ao trabalho.
A autoridade aeroportuária de Israel informou que fechou o espaço aéreo a voos civis.
A Embaixada dos EUA no Catar implementou um protocolo de confinamento para todo o seu pessoal após ataques israelenses ao Irã.
O ataque ocorre num momento em que os Estados Unidos reuniram uma frota de caças e navios de guerra na região para tentar pressionar o Irã a chegar a um acordo sobre seu programa nuclear.

EUA e Israel realizam ataque coordenado contra o Irã
Tensão entre os EUA e o Irã
A última reunião entre os países ocorreu na quinta (26), em Genebra. Na ocasião, os enviados americanos avaliaram as negociações como positivas e acertaram de se encontrar na próxima segunda (1).
- Os EUA querem que o Irã interrompa o enriquecimento de urânio, por temerem que o país construa uma bomba nuclear.
- O governo iraniano afirma que o programa tem fins pacíficos, voltados à produção de energia.
- Segundo a imprensa americana, os EUA também querem restringir o alcance dos mísseis balísticos iranianos e encerrar o apoio a grupos armados no Oriente Médio.
- O Irã havia indicado que aceitava limitar o programa nuclear e que estava disposto a reduzir o nível de enriquecimento de urânio em troca do fim de sanções.
- O governo do Irã prometeu uma resposta “feroz” a qualquer tipo de ataque dos EUA, mesmo que seja limitado, e já indicou que pode atingir bases militares americanas no Oriente Médio.
➡️ Contexto: Essa é a segunda vez em menos de um ano que os EUA atacam o Irã. Em junho de 2025, uma operação norte-americana bombardeou estruturas nucleares iranianas. A ação ocorreu em apoio a Israel, que travava uma guerra contra o país.
Os Estados Unidos ampliaram sua presença militar no Oriente Médio nas últimas semanas com o envio dos porta-aviões USS Abraham Lincoln e USS Gerald R. Ford. As embarcações se somaram a navios de guerra e às bases militares já mantidas pelos norte-americanos na região.
Ao todo, os EUA controlam ao menos 10 bases em países vizinhos ao Irã e mantêm tropas em outras nove. Há ainda relatos do envio de aeronaves para a Europa e Israel.
Enquanto isso, o Irã realizou exercícios militares conjuntos com Rússia e China. Imagens de satélite mostram também que o país tem fortificado e camuflado suas instalações nucleares.

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2 semanas atrás
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