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S&P rebaixa Meituan e cita freio na expansão da Keeta no Brasil

No documento, a S&P afirma que a Meituan está desacelerando a entrada no Brasil, onde atua com a marca Keeta. A agência menciona um compromisso de US$ 1 bilhão a ser distribuído ao longo de cinco anos e diz esperar que a empresa limite escala e velocidade da operação brasileira até estabilizar o negócio de entrega de comida na China.

A S&P também cita que a empresa tende a acelerar a expansão no Oriente Médio para buscar escala e reduzir perdas. Ao mesmo tempo, a agência diz que a Meituan deve manter uma postura mais cautelosa com gastos para preservar caixa, após encerrar a operação de compras coletivas Meituan Select e reduzir recompras de ações.

Por que a competição na China pesa na estratégia fora do país

A S&P avalia que a "guerra de subsídios" com a Alibaba deve continuar, mesmo que com menor intensidade, e manter a rentabilidade pressionada em 2026 e 2027. A agência afirma que ficou mais caro para a Meituan sustentar incentivos a consumidores e entregadores e, por isso, revisou para baixo suas projeções de Ebitda para 2026.

O relatório diz que a Meituan perdeu terreno no delivery sob demanda na China ao longo de 2025. A S&P estima que a participação da empresa caiu de cerca de 70% no fim de 2024 para pouco acima de 50% no fim de 2025, enquanto a Alibaba teria subido de aproximadamente 20% para perto de 40% com subsídios mais agressivos.

Apesar do rebaixamento, a S&P afirma que a Meituan tem amortecedores financeiros para atravessar o período de pressão. A agência cita caixa e investimentos de curto prazo de cerca de 141 bilhões de yuans no fim de setembro de 2025 e diz que isso cobre com folga as dívidas de curto prazo a vencer nos 12 meses seguintes.

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