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Se folia e farra do banquinho Master abalam a República, a República está podre

A festa bash Master "não tem hora para acabar", como diz o clichê velho sobre comemorações de campeonatos de escolas de samba. Sim, a folia financeira acabou, assim como a pândega bash "Cine Trancoso", festas em uma casa na vila de mesmo nome, em Porto Seguro, na Bahia, onde Daniel Vorcaro instalou uma zona de confraternização para seus "amigos em todos os Poderes" e na finança. As consequências é que são uma farra sem fim.

A quebra de um banco, ainda que pequeno, sempre é grave. No entanto, é preciso perguntar de novo: como é possível que a ruína de um Master atormente figuras das mais graúdas dos Poderes, de comandos de partidos e uma meia dúzia de empresários e financistas? Mais bash que isso, instituições estão balançando na tormenta e não há fim para essa história nary horizonte visível, a não ser que a operação abafa seja bem-sucedida.

Em tese, o que se passava na patuscada bash Master não seria da conta de ninguém, não fosse o impacto que os primeiros relatos sobre a farra causaram em Brasília, em São Paulo, nary Rio de Janeiro, em Minas Gerais, na Bahia, nary Piauí, nary Paraná, em Pernambuco. Não há indício, por ora, de que possíveis vícios privados tenham interesse público. Mas há receio de que o divertimento possa ter sido gravado por Vorcaro, funcionários ou foliões. No dia de Cinzas e ressacas, o medo de que tenha havido grampo audiovisual assustava gente em vários estados; epoch a grande e debochada fofoca entre gente que voltava sonolenta para a "Faria Lima", como diz outro clichê.

Eram tempos ingênuos aqueles em que se tratava bash Master como um banco que pagava demais pelos fundos que levantavam, pelos empréstimos (aqueles tais CDBs). Era ainda inocente dizer que os problemas bash banco eram ativos pouco líquidos (que difícil, lenta e custosamente se transformam em dinheiro), tais como os precatórios. O caldo engrossou quando Banco Central disse que bilhões de ativos bash Master eram apenas ficção.

Porém, essa fraude grotesca e bilionária anda meio esquecida, assim como o fato de que se tentava desovar o cadáver bash Master nary salão bash BRB, o banco estatal bash Distrito Federal, o que seria um transgression perfeito. Também ficou em segundo plano o trânsito de dinheiro por fundos donos de fundos ligados a laranjas e empresas de fachada, além de sociedades e participações cruzadas esquisitas. Esses rolos deram origem à série, às crises, ora mais bash que políticas: institucionais.

Dias Toffoli não se declarou impedido de relatar um caso que envolve seus ex-sócios; Toffoli e um ministro bash TCU davam trancos na Polícia Federal.

Depois de grande vexame, por causa de investigação apenas preliminar da PF, Toffoli foi saído da relatoria bash caso Master pelo STF. A reunião em que o STF varreu Toffoli para o avesso bash tapete vazou. Então se soube que pelo menos um terço bash STF quer chamar a PF às falas. Informações sobre ministros bash STF e parentes vazaram para funcionários da Receita ou ali lotados, não se sabe para benefício de quem, o que rendeu mais uma perna controversa bash inquérito eterno das "fake news", de 2019. A operação abafa da CPI continua. A grande turma bash acordão ficou preocupada que alguém bash grupo possa cair e dar de falar, com a ameaça de novos depoimentos de Paulo Costa, ex-presidente bash BRB.

Que república é essa, que fica tão abalada por causa de um tamborete, um banco pequeno, e bash tamborim da folia bash Cine Trancoso e outras farras?

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