A escolha de uma secadora de roupas costuma ser motivada pela necessidade de praticidade, especialmente em regiões úmidas ou para quem vive em apartamentos sem espaço para varais. No entanto, para quem tem famílias grandes ou utiliza esse eletrodoméstico com muita frequência, surge um dilema técnico e financeiro: optar pelo modelo elétrico, de instalação simplificada, ou investir em uma secadora a gás, conhecida pela eficiência, mas cercada de dúvidas sobre segurança e infraestrutura?
Essa decisão vai muito além do preço. Ela envolve o cálculo do custo do quilowatt-hora (kWh) em comparação com o metro cúbico do gás, a análise da estrutura da área de serviço e até mesmo a real frequência de uso do aparelho. Para esclarecer se a secadora a gás realmente compensa, o TechTudo preparou um guia detalhado que desmistifica conceitos e aponta os principais fatores de desempenho e custo-benefício. Confira!
Secadora de roupas a gás pode ser uma boa opção para quem usa com muita frequência o aparelho — Foto: Divulgação Secadora de roupas: gás ou elétrica? Entenda qual compensa de verdade
- O que é uma secadora de roupas a gás?
- Diferenças entre secadora a gás e secadora elétrica
- Consumo de gás e energia
- Preço e instalação
- Tempo de secagem
- Secadora a gás é segura?
- Modelos à venda
1. O que é uma secadora de roupas a gás?
Uma secadora de roupas a gás é um eletrodoméstico que usa gás natural (gás encanado ou gás de rua) ou GLP (gás de botijão) como fonte principal de energia para gerar calor dentro de seu tambor rotativo. Embora ainda precise de eletricidade para movimentar alguns controles, a produção de calor para a secagem vem da combustão do gás. Esse processo tende a aquecer o ar mais rapidamente do que elementos elétricos, resultando em ciclos de secagem mais curtos e potencial redução no consumo global de energia por carga.
Secadora de roupas a gás pode funcionar tanto com o GLP (botijão) ou gás natural encanado — Foto: Rinnai/Divulgação 2. Diferenças entre secadora a gás e secadora elétrica
As secadoras a gás e elétricas diferenciam-se principalmente pela fonte de calor e pela velocidade de aquecimento. As secadoras elétricas utilizam resistências para gerar calor, levando mais tempo para atingir a temperatura ideal e consumindo maior quantidade de energia elétrica para mantê-la. Já as secadoras a gás utilizam um queimador, proporcionando aquecimento quase instantâneo e um fluxo de ar quente mais intenso, o que torna o processo de secagem mais rápido e eficiente.
Em relação à instalação, os modelos elétricos são mais simples, exigindo apenas um ponto elétrico adequado a voltagem do aparelho. As secadoras a gás, por sua vez, requerem ligação à rede de gás e um duto de exaustão para a eliminação dos gases da combustão, o que frequentemente demanda instalação profissional e infraestrutura específica.
Secadora de roupas elétrica utiliza resistências para gerar calor o que aumenta o consumo de energia elétrica — Foto: FreePik Quanto ao custo e desempenho, as secadoras elétricas costumam ter menor investimento inicial. Isso, pois nas secadoras a gás há necessidade de adaptação da rede de gás, porém elas oferecem melhor desempenho, com ciclos de secagem mais rápidos e, em muitos casos, menor desgaste dos tecidos devido ao aquecimento mais eficiente e uniforme.
3. Consumo de gás e energia
As secadoras a gás apresentam, em geral, maior eficiência energética por ciclo de uso quando comparadas às secadoras elétricas. Isso ocorre porque o gás aquece o ar de forma mais rápida e, em muitas regiões, possui custo inferior ao da eletricidade, reduzindo o consumo energético total do equipamento.
Embora esses modelos utilizem uma pequena quantidade de energia elétrica para operar seus sistemas internos, a maior parte do processo de secagem depende do gás, historicamente mais barato em comparação com o kWh de energia. Em média, uma secadora a gás consome entre 0,35 e 0,45 metros cúbicos de gás por ciclo. Esse consumo representa um custo aproximado de R$ 2,00 no Rio de Janeiro, considerando a tarifa da Naturgy, e cerca de R$ 1,60 para clientes da Comgás, no estado de São Paulo. Para usuários de GLP, o valor final depende da fornecedora e das condições contratuais de cada unidade consumidora.
Já as secadoras elétricas utilizam resistências para geração de calor e, apesar dos avanços tecnológicos, tendem a apresentar custos operacionais mais elevados no longo prazo, de acordo com as tarifas locais de energia. Dependendo do modelo e do nível de eficiência energética, uma secadora elétrica pode consumir até 7 kWh por ciclo. Esse consumo representa, na cidade do Rio de Janeiro, pela tarifa da Light, um custo aproximado de R$ 5,50 por ciclo. Em São Paulo, na área de concessão da Enel, o valor pode chegar até R$ 5,00 por ciclo.
Secadora de roupas a gás utiliza a energia elétrica apenas para acionar os comandos do painel de controle — Foto: Rinnai/Divulgação Estudos de mercado indicam que o custo por ciclo de secagem em modelos a gás pode ser de 40% a 60% inferior ao de aparelhos elétricos equivalentes. Para famílias que utilizam o equipamento com frequência, essa diferença gera uma economia mensal significativa, capaz de compensar o investimento inicial mais elevado em poucos anos.
Onde a secadora a gás perde pontos é no investimento inicial. O aparelho costuma ser mais caro que os modelos elétricos de entrada. Além disso, a instalação exige:
- Ponto de gás: próximo ao local do aparelho.
- Ventilação/Exaustão: é obrigatório o uso de um duto (aquele tubo sanfonado de alumínio) que leve o ar quente e os resíduos da combustão para fora da lavanderia (janela ou parede).
- Mão de obra especializada: diferente da elétrica, que basta plugar na tomada, a secadora a gás exige um técnico qualificado para garantir que não existam vazamentos.
Diferente das elétricas, a secadora a gás precisa de um técnico para instalação — Foto: Reprodução Se tempo é dinheiro, a secadora a gás é um investimento lucrativo. Como o queimador a gás atinge altas temperaturas muito mais rápido que uma resistência elétrica, os ciclos de secagem tendem a ser significativamente mais curtos. Além disso, a umidade é removida de forma mais eficiente, o que muitas vezes resulta em roupas menos "amassadas" devido ao fluxo de ar constante e potente. Outro ponto positivo é reduz o desgaste dos tecidos, já que as roupas passam menos tempo expostas ao calor.
Em comparação com a elétrica, o modelo a gás possui um menor tempo de secagem — Foto: FreePik 6. Secadora a gás é segura?
A segurança de uma secadora a gás depende diretamente de uma instalação adequada e de manutenção regular. Riscos potenciais, como vazamentos de gás e emissão de monóxido de carbono, podem ser significativamente reduzidos quando o equipamento é instalado por um profissional qualificado e possui ventilação correta para o ambiente externo.
Além disso, os modelos disponíveis no mercado contam com diversos recursos de segurança, como:
- Sensores de chama: interrompem automaticamente o fornecimento de gás caso a chama se apague.
- Sensores de superaquecimento: desligam o aparelho se a temperatura ultrapassar o limite seguro.
- Sistemas de exaustão: garantem que o monóxido de carbono seja direcionado para fora da residência.
Desde que a instalação seja realizada por profissionais especializados e a manutenção básica — como a limpeza do filtro de fiapos — seja feita regularmente, o uso da secadora a gás é considerado seguro, com risco mínimo ao usuário.
Sistema de exaustão da secadora é essencial para manter a segurança do aparelho — Foto: Rinnai/Divulgação No Brasil, o mercado de secadoras a gás é majoritariamente dominado pela fabricante Rinnai, que concentra a maioria das vendas nesse segmento. Ainda assim, consumidores podem encontrar alternativas por meio da importação de modelos de marcas internacionais como Samsung, LG e outras, muitas vezes com preços competitivos e recursos adicionais.
Essas secadoras costumam apresentar maior diversidade de capacidades, programas de secagem e tecnologias voltadas à eficiência energética. No entanto, antes da compra, é indispensável avaliar o tipo de gás utilizado (GLP ou gás natural), além das condições de espaço, ventilação e infraestrutura do imóvel. A falta dessa verificação prévia pode resultar em gastos extras com adaptações e comprometer a segurança e o desempenho do equipamento.
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Com informações da Consigáz, Supergasbras, Naturgy, Rinnai.
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2 semanas atrás
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