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Semana tem feriado nos EUA, Fórum de Davos e tarifas de Trump à Europa

Feriado fecha bolsas americanas nesta segunda

  • Os mercados de ações dos Estados Unidos não funcionam hoje (19) em razão do Martin Luther King Jr. Day, feriado federal que homenageia o líder dos direitos civis. A data é celebrada na terceira segunda-feira de janeiro desde 1986, quando foi observada pela primeira vez.
  • Tanto a NYSE (New York Stock Exchange) quanto a Nasdaq permanecem fechadas, sem pregão regular nem leilões de abertura e fechamento. As negociações voltam ao normal na terça-feira (20), às 9h30 (11h30 em Brasília).
  • Embora as bolsas parem, outros mercados operam com horários reduzidos. Futuros de metais preciosos e petróleo encerram mais cedo, assim como contratos de índices e títulos do Tesouro americano. Já os mercados de câmbio e criptomoedas seguem ativos durante o feriado.

Trump anuncia tarifa de 10% sobre produtos europeus

  • O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou no sábado a imposição de tarifas de 10% sobre produtos europeus a partir de fevereiro, com possível aumento para 25% em junho. A medida surge após países europeus se oporem aos planos de Trump de tomar a Groenlândia e eleva tensões comerciais entre Washington e Bruxelas.
  • A União Europeia já sinalizou retaliação. O bloco pode ativar o Instrumento Anticoerção (ACI), mecanismo criado para responder a conflitos comerciais, com foco em limitar o acesso de empresas americanas ao mercado comum europeu. As big techs dos EUA ficam na mira.
  • O anúncio elevou a cautela em relação aos ativos americanos, diante do caráter errático da política dos EUA. O dólar passou a sofrer pressão, enquanto moedas europeias avançaram. O franco suíço se destacou entre pares do G-10, impulsionado pela demanda por ativos de proteção. O euro subiu a partir do menor nível em quase dois meses.

Fórum de Davos pode afetar os mercados nesta semana

  • O Fórum Econômico Mundial acontece esta semana (19-23 de janeiro) em Davos, na Suíça, e pode aumentar a volatilidade nos mercados, sobretudo em moedas, juros e commodities. O destaque é o discurso do presidente dos EUA, Donald Trump, previsto para quarta-feira, que pode alterar expectativas sobre comércio, alianças e política econômica americana.
  • O efeito mais imediato costuma vir de mudanças na percepção de risco global: sinalizações mais duras sobre tarifas ou tensões geopolíticas tendem a fortalecer o dólar e pressionar ativos de risco; um tom mais cooperativo tende a fazer o oposto. O tema do fórum em 2026 é "Um Espírito de Diálogo", com debates sobre geopolítica e crescimento, o que aumenta a chance de declarações com impacto direto nos mercados.
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Veja o fechamento de dólar e Bolsa na sexta (16):

  • Dólar: +0,08%, a R$ 5,373
  • B3 (Ibovespa): -0,46%, aos 164.799,98 pontos.

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