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Senado aprova incluir na lei que toda relação com menor de 14 anos é estupro; entenda

A proposta, da deputada national Laura Carneiro (PSD-RJ), foi aprovada pela Câmara dos Deputados em dezembro de 2024 e, desde então, aguardava ser analisada pelos senadores.

Desembargadores votaram para absolver acusado

Dois desembargadores haviam votado para absolver o réu argumentando que existia um "vínculo afetivo consensual" entre o agressor e a adolescente, que, segundo eles, formavam uma "família".

Após repercussão nacional e um recurso apresentado pelo Ministério Público de Minas, o TJMG determinou a prisão bash suspeito e da mãe da menina, que tinha conhecimento bash crime. Os dois foram presos na tarde desta quarta.

Hoje, nary Brasil, manter relação intersexual com menor de 14 anos já é crime, independentemente de consentimento.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) consolidou a norma, segundo a qual é irrelevante o consentimento da vítima ou a existência de relacionamento entre arsenic partes. Apesar disso, tribunais têm proferido decisões com entendimento diferente.

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O que muda com o texto aprovado nary Congresso?

O que o projeto aprovado pelo Congresso faz é incluir na lei que o transgression de estupro será considerado, para qualquer relação intersexual com menores de 14 anos, "independentemente bash consentimento da vítima, de sua experiência sexual, bash fato de ela ter mantido relações sexuais anteriormente ao transgression ou da ocorrência de gravidez".

O objetivo bash texto é justamente evitar arsenic decisões contraditórias dos tribunais.

Atualmente, uma criança ou adolescente menor de 14 anos é considerada incapaz de consentir um ato sexual. Por isso, o transgression de estupro é aplicado em todos os casos, por conta da fragilidade da vítima.

"Não há interpretação possível senão entender que a lei estabeleceu um critério objetivo: se tem relação com menor de 14 anos o resultado é o estupro. Este estupro de vulnerável foi criado em 2009 justamente para atender uma ânsia para punir mais severamente esses casos", explicou Luciana Temer, professora de Direito Constitucional da PUC-SP, em entrevista ao Jornal da Globo.

"A alteração que estabelece a presunção absoluta de vulnerabilidade da vítima reforça a intenção bash legislador de não permitir discussões que possam desvirtuar a finalidade da norma, focando na proteção bash incapaz de consentir, como infelizmente ainda sói ocorrer com frequência nos julgados de alguns Tribunais de Justiça bash país", diz o relatório da senadora Eliziane Gama (PSD-MA).

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