O Senado aprovou, nesta quarta-feira (15), a indicação do deputado Odair Cunha (PT-MG) para o TCU (Tribunal de Contas da União) em uma vaga que cabe à Câmara dos Deputados preencher.
Era preciso maioria simples, e a indicação do petista obteve 50 votos favoráveis e 8 contrários. A votação secreta foi acompanhada pelo deputado, que estava presente na sessão da Casa vizinha. A indicação será promulgada pelo Congresso.
Na véspera, Odair venceu a eleição na Câmara com 303 votos, com o apoio do governo Lula (PT) e do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Os líderes partidários do Senado, inclusive de oposição, orientaram a favor da aprovação e disseram respeitar a escolha da Casa vizinha, como é a praxe nesses casos. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), cumprimentou Odair Cunha e lhe desejou sucesso.
O deputado teve o apoio da base do governo, tendo em sua aliança PT, PC do B, PV, PSB, PDT, PSOL e Rede, além de uma ala do centrão, como o Republicanos, o MDB e parte do PP. O apoio de Motta fez parte do acordo que levou o PT a apoiar o paraibano na eleição para o comando da Câmara.
O segundo colocado foi o deputado Elmar Nascimento (União Brasil-BA), que somou 96 votos. O indicado pela federação PSDB/Cidadania, Danilo Forte (PP-CE), teve 27 votos. Hugo Leal (PSD-RJ) recebeu 20 votos e Gilson Daniel (Podemos-ES), 6.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, se envolveu pessoalmente na eleição da Casa vizinha e articulou a derrubada de candidatas do PL e do Novo na tentativa de unificar a oposição em torno de Elmar e derrotar o candidato de Lula, mas não teve sucesso.
Brasília Hoje
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Odair Cunha substituirá o ministro Aroldo Cedraz, que se aposentou. O candidato aprovado poderá ocupar o cargo até a aposentadoria, que é compulsória aos 75 anos.
O TCU tem como função auxiliar o Congresso a acompanhar e fiscalizar a execução orçamentária e financeira do Brasil, exercendo controle externo do governo federal.
Odair Cunha é deputado federal por Minas Gerais há seis mandatos e soma 23 anos no Parlamento.
O parlamentar se formou em direito em 1999 na Faculdade de Direito de Varginha e diz ter sido procurador municipal, assessor jurídico e consultor jurídico de Câmaras Municipais em Minas Gerais. Ele também foi secretário de Estado de Governo durante a gestão de Fernando Pimentel (PT).
Ele foi citado em delações da Lava Jato e chegou a ser investigado no STF (Supremo Tribunal Federal) sob suspeita de apropriação indébita de valores da Confederação Nacional dos Transportes.
Em 2019, o tribunal remeteu o processo à primeira instância, pois os fatos não estariam relacionados ao exercício do mandato. Ele nega as acusações e critica o uso do acordo de colaboração na denúncia.

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