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Senadores dos EUA pedem a governo Trump que pressione Brasil por barrar importação de cigarros eletrônicos

Dois senadores americanos do Partido Republicano enviaram uma carta ao Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) pedindo que o governo Donald Trump atue contra restrições impostas pelo Brasil e outros países a produtos de tabaco e nicotina sem combustão, conhecidos como cigarros eletrônicos, ou vapes.

A carta foi enviada em 13 de março ao chefe do escritório, Jamieson Greer, pelos senadores Ted Budd e Thom Tillis, ambos da Carolina do Norte, estado com forte presença de plantadores do tabaco.

No documento, eles dizem que "práticas discriminatórias, que frequentemente assumem a forma de veto à importação de produtos de nicotina sem fumaça, não são desenhadas para garantir a saúde pública, mas sim para proteger produtores domésticos de cigarros nestes países".

Além do Brasil, os parlamentares citam Argentina, Índia, Turquia e Vietnã. Eles mencionam ainda um compromisso do presidente dos EUA, Donald Trump, de "lidar com práticas injustas para todos os setores da economia".

O posicionamento dos senadores ganhou apoio de grupos ligados ao livre comércio nos EUA, como a Taxpayers Protection Alliance (TPA), que afirmam que as restrições tendem a limitar escolhas dos consumidores, favorecer mercados ilícitos e dificultar a concorrência internacional. Na próxima terça-feira (12), a TPA fará um webinar sobre o tema.

Os cigarros eletrônicos são proibidos no Brasil, o que em tese impede e importação. Mas a falta de fiscalização acaba fazendo com que sejam vendidos e consumidos livremente.

Para a indústria tabagista, eles são uma esperança de reverter o declínio global no consumo de cigarros, com o argumento de que os danos à saúde são menores. Isso é contestado por especialistas na área médica e pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

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