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Shenzhen: pequena vila de pescadores se tornou 'Vale do Silício chinês'

Hoje, russos em busca de interceptadores de drones se misturavam a empreendedores atentos às mais recentes tecnologias industriais. Aviões e veículos não tripulados de todos os tamanhos, dispositivos de detecção com antenas e sistemas anti-interferência dignos de filmes de ficção científica estavam expostos na abertura do Congresso Mundial de Drones.

Supremacia chinesa

A supremacia das empresas chinesas se impõe em novos setores, da agricultura às infraestruturas, passando pelos equipamentos militares. Um desses exemplos é a DJI, criada em Shenzhen em 2006, domina o mercado mundial de drones comerciais com uma participação próxima de 80%. A empresa também representa mais da metade do mercado de softwares de aplicação ligados aos drones. Os drones são um símbolo importante do crescimento de Shenzhen, que se tornou o "Vale do Silício chinês".

Os aparelhos que voam em alta altitude dependem de pequenos ímãs potentes e outros componentes cruciais amplamente disponíveis no ecossistema industrial chinês, sem equivalente em eficiência e variedade em outros lugares.

"Quando você precisa de um componente, tem centenas de opções diferentes (na China)", declarou um expositor, Javier Balaguer, da empresa espanhola de consultoria e serviços Applus+ Laboratories. "Se você tem acesso direto" a esses produtos, "tudo fica muito mais fácil", disse à AFP esse especialista em drones.

Uso em guerras

No entanto, a importância que os drones assumiram na guerra na Ucrânia também desperta preocupações. Pequim afirma apoiar o uso civil da tecnologia de drones e ter implementado controles de exportação para evitar a proliferação de armas. No entanto, o duplo uso de tecnologias comerciais e militares cria uma zona cinzenta difícil de controlar além das fronteiras.

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