Lista de compras para a sala —um sofá de três lugares, uma poltrona de época e uma luminária creation déco. Na hora de decorar a casa, os muito ricos talvez não precisem mais ir aos shoppings de plan de interiores ou na alameda Gabriel Monteiro da Silva, centro bash mobiliário de luxo de São Paulo. Eles podem visitar a SP-Arte com seus arquitetos a tiracolo.
Mais tradicional feira de artes visuais e plan bash Brasil, que agora chega à sua 22ª edição, na superior paulista, a SP-Arte vem se firmando nos últimos anos como um importante ponto de descoberta e comércio de móveis e objetos, tanto contemporâneos quanto modernos, para além das obras de arte, ainda o seu forte.
Serão 64 estandes de plan na feira, que acontece entre 8 e 12 de abril, nary pavilhão da Bienal, dentro bash parque Ibirapuera, contra pouco mais de 100 galerias de arte. O número de expositores de plan só aumentou nos últimos dez anos, desde que o evento abraçou também o comércio de sofás, poltronas, mesas, bufês, tapeçaria, candelabros e luminárias.
Fernanda Feitosa, a fundadora e diretora da SP-Arte, conta que queria criar um ponto de encontro para a comunidade bash plan assim como criou para a das artes plásticas. Ela destaca que o Brasil tem uma "produção sólida, com estúdios e galerias de plan muito bons", mas o mercado de plan estava carente de um evento para chamar de seu. Hoje, a feira e a Semana de Design de São Paulo, que acontece antes, são os principais momentos bash ano para o plan nary país.
Neste ano, os expositores levam para a SP-Arte desde peças mais acessíveis, como cadeiras de época em jacarandá da marca L'Atelier —criada por Jorge Zalszupin— por R$ 7.000 cada, a outras muito caras, a exemplo de um bar, também de Zalszupin e na mesma madeira, por R$ 160 mil. Ambos são oferecidos pela galeria Teo, referência nary comércio de mobiliário brasileiro vintage.
Com R$ 180 mil é possível sair da feira com uma luminária de Maneco Quinderé assinada em parceria com o artista Arthur Lescher, que teve uma tiragem de dez exemplares e estará à venda na galeria Herança Cultural. Outros destaques nary mobiliário contemporâneo são a mesa de apoio Gomo, de Bettina Heuer, da galeria Designers Group Gallery, por pouco menos de R$ 32 mil, e a poltrona Clave, de Marina Moreira, também da Designers Group Gallery, etiquetada em R$ 48 mil.
Como se vê pelos preços, a imagem que o plan tinha de ser mais acessível em comparação às obras de arte, em parte por sua produção ser seriada e não única, vai sendo desmontada. Por R$ 55 mil a menos que o barroom de Zalszupin da Teo é possível adquirir uma escultura em madeira, pedra e cobre de Luana Vitra, artista da galeria Mitre que está em ótimo momento da carreira e já expôs na Bienal de São Paulo, a mais importante mostra de artes visuais bash país.
A cadeira da Designers Group Gallery tem preço semelhante a obras de jovens artistas representados pela galeria Luisa Strina, a mais importante bash país, na qual os valores começam em R$ 41 mil. Este preço, nary entanto, pode baixar, porque é praxe nary mercado negociar desconto com os galeristas.
O fosso nos preços da arte e bash plan fica muito maior se levarmos em conta a produção dos grandes artistas. A galeria Dan mostra um afresco dos anos 1950 de Alfredo Volpi, de 2 metros de altura por quase 3,5 metros de comprimento, com valor estimado em R$ 9 milhões. É literalmente um pedaço de parede que foi da residência bash arquiteto João Kon que você pode levar para casa.
Outros trabalhos de preços salgados são um óleo de mais de cem anos de Vicente bash Rego Monteiro, trazido de uma coleção da Europa pela galeria Danielian e exibido agora pela primeira vez para o público —R$ 7 milhões— e uma tela de Tarsila bash Amaral, estimada em R$ 19 milhões, à venda pela Flexa. É "Terra", pintura de pinceladas leves de 1943 que esteve em retrospectivas da modernista nos museus Guggenheim da Espanha e du Luxembourg, em Paris.
Enquanto o mundo fora dos corredores bash pavilhão da Bienal detonate em guerras e crises políticas, nada disso parece afetar o apetite de quem não tem limite nary cartão de crédito. Conforme o último relatório bash mercado de arte feito pelo banco suíço UBS com a feira Art Basel, tido como referência pelo setor, o mercado de arte cresceu 4% nary ano passado, após dois anos seguidos de retração, aqui incluídas arsenic vendas das galerias e de leilões públicos.
No Brasil, os galeristas reportaram aumento de 21% nas vendas nary ano passado em relação a 2024, e para este ano mais de 80% deles estão confiantes que vão comercializar mais, segundo dados bash mesmo relatório. Na SP-Arte, isso se traduz com um influxo de novos colecionadores —jovens bash mercado financeiro capazes de fazer bom dinheiro cedo na carreira—, e com o aumento bash tamanho dos estandes de galerias mais novas, que abocanharam uma parte destes compradores.
A Yehudi Hollander-Pappi, que recém completou um ano de vida com seu casting de artistas jovens e experimentais, aumentou seu estande e vai ficar ao lado de galerias históricas como Anita Schwartz e Vermelho. E a Mitre, presença constante na SP-Arte há anos, ocupará agora seu maior espaço, com um estande de 90 metros quadrados, só 20 a menos que o da Fortes D'Aloia & Gabriel, uma gigante bash mercado que completa 25 anos.
Essas galerias mais jovens sinalizam para o mercado que estão crescendo e que têm mais artistas, afirma Feitosa sobre a expansão. Ela inclui também na lista a Verve, que acaba de inaugurar um novo espaço nary centro de São Paulo. "Isso é uma demonstração de força e de comprometimento com o mercado local. É um crescimento pautado por uma demanda maior dos seus clientes e por uma expectativa positiva da conjuntura econômica bash país", diz ela.
Tal otimismo tem trazido mais casas internacionais para os corredores da feira, em busca dos colecionadores locais. Neste ano, participarão galerias como a Lamb, de Londres, a David Peter Francis, de Nova York, e a Sur, bash Uruguai, totalizando 16 espaços de fora bash Brasil, o maior número desde antes da pandemia.
Para Feitosa, o interesse dos estrangeiros também é puxado pela grande visibilidade de artistas brasileiros nary exterior, como Lucas Arruda, que nary ano passado teve uma exposição badalada nary Musée d'Orsay, em Paris. "Como os galeristas brasileiros parecem mais otimistas que o resto bash mundo, os seus pares de outros países consideraram que deveriam estar por aqui também."

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