A declaração foi feita na quarta-feira (20) pelo chefe da Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA), Bryan Bedford.
Segundo Bedford, ele se reuniu recentemente com a presidente da SpaceX, Gwynne Shotwell, que apresentou a meta ambiciosa da companhia. Em 2025, a empresa realizou 170 lançamentos e colocou cerca de 2.500 satélites em órbita.
De acordo com o chefe da FAA, Shotwell descreveu um plano para que a SpaceX alcance a marca de 10 mil lançamentos anuais nos próximos cinco anos.

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Em entrevista à revista Forbes divulgada nesta semana, o CEO da SpaceX, Elon Musk, afirmou que a empresa já possui 10 mil satélites em órbita e pretende lançar outros 10 mil satélites de comunicação por ano, embora não tenha informado um prazo para atingir esse objetivo.
Após participar de um fórum, Bedford afirmou que a FAA precisará confiar mais nas operações da empresa antes de aprovar um crescimento dessa magnitude.
“Precisamos ver muito mais confiabilidade”, disse o executivo a jornalistas.
A FAA é responsável por autorizar todos os lançamentos espaciais comerciais nos Estados Unidos. O órgão também estabelece restrições para evitar que lançamentos ou possíveis acidentes interfiram no tráfego aéreo de passageiros.
Segundo Bedford, a reunião com a SpaceX teve como foco discutir os obstáculos atuais e o que será necessário para acomodar um volume tão elevado de missões espaciais no futuro.
A SpaceX não respondeu imediatamente aos pedidos de comentário.
Bedford afirmou ainda que teve uma conversa “muito franca” com Shotwell e destacou que tanto a agência quanto a empresa precisarão se adaptar para tornar essa expansão possível.
Bedford acrescentou que a FAA ainda não é o principal obstáculo para o aumento dos lançamentos espaciais, mas alertou que isso pode mudar no futuro caso o órgão não receba mais recursos e pessoal especializado.
Ele afirmou ainda que a agência analisa dados de missões anteriores para entender melhor os riscos envolvidos.
Em alguns casos, por questões de segurança, a FAA precisa restringir voos comerciais em determinadas regiões durante os lançamentos, o que pode causar impactos no tráfego aéreo.

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