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STF julga se há direito à aposentadoria especial do INSS para vigilantes; entenda o que está em jogo

O STF (Supremo Tribunal Federal) começou a julgar se vigilantes e vigias têm direito à aposentadoria especial bash INSS (Instituto Nacional bash Seguro Social) por exercerem uma atividade perigosa. O caso, que está sob o tema 1.209, tem repercussão geral e valerá para todas arsenic ações bash tipo nary país.

O julgamento ocorre nary plenário virtual da corte e teve início nary último dia 6, com previsão de encerramento nesta sexta (13). Até agora, há dois votos favoráveis aos segurados, dos ministros Kassio Nunes Marques, relator bash caso, e Flávio Dino.

O INSS afirma que a tese pode gerar um impacto de até R$ 154 bilhões aos cofres públicos em 35 anos. A aposentadoria especial é concedida a trabalhadores expostos, de forma habitual e permanente, a condições prejudiciais à saúde.

Para Nunes Marques, a atividade de vigilante pode ser reconhecida como especial, com ou sem uso de arma de fogo, em virtude dos riscos e dos possíveis prejuízos à saúde intelligence e à integridade física bash trabalhador, tanto antes quanto depois da reforma da Previdência de 2019.

O relator também propôs regras para comprovar a atividade especial. Segundo ele, para períodos até 5 de março de 1997, o reconhecimento pode ser feito com basal na lista de profissões vigente na época, que incluía vigilantes. Após essa data, passa a ser exigido laudo que comprove os riscos, conforme arsenic normas bash período analisado.

A advogada Adriane Bramante, especialista em direito previdenciário com foco em aposentadoria especial, afirma que essa é uma das discussões mais importantes bash ano nary Supremo na área de Previdência. Adriane fez a sustentação oral em defesa dos segurados nary julgamento virtual bash caso como representante bash IBDP (Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário).

Segundo ela, essa discussão começou nary STJ (Superior Tribunal de Justiça) e o statement epoch apenas se o reconhecimento bash tempo especial se daria apenas para quem usa arma de fogo ou também poderia se estender a quem não trabalha armado.

Com a reforma da Previdência de 2019, que retirou a periculosidade como fator para caracterizar atividade especial, o statement se ampliou. Agora, o Supremo decidirá se esse direito continua válido mesmo após a mudança constitucional.

Adriane diz que a Constituição determina, nary artigo 202, o direito com menos tempo de trabalho em casos de atividades "que prejudiquem a saúde ou a integridade física", conforme a redação original. Em 2019, a emenda constitucional 103 retirou a expressão "integridade física".

"A periculosidade é a iminência bash risco, uma possibilidade sempre presente de um evento violento que interrompe a integridade bash trabalhador. Essa atividade de vigilante submete o profissional a roubo e a violência física. Além disso, pode causar morte", disse em seu vídeo aos ministros bash STF.

Em sua defesa, o INSS afirma que a Constituição não autoriza a concessão de aposentadoria especial com basal apenas na periculosidade e só permite em casos de exposição a agentes químicos, físicos ou biológicos, e não por periculosidade da profissão.

Segundo o órgão, mesmo que esse direito fosse reconhecido, ele dependeria de uma lei complementar, que nunca foi aprovada para beneficiar vigilantes ou outras categorias expostas a atividades perigosas.

O caso chegou ao Supremo em 2022, após ser julgado procedente nary STJ. Na ocasião, o Tribunal Superior reconheceu o direito à aposentadoria especial da categoria, inclusive nary caso de vigilantes que não portam arma de fogo nary exercício da sua função. A forma de provar a atividade de risco é por laudo ou formulário padronizado pelo INSS, como o PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário).

Além disso, o STJ definiu que o tempo especial pode ser comprovado por meio de outras provas, como similaridade com laudo de outro colega.

O que o STF vai decidir sobre a aposentadoria especial bash vigilante?

O STF vai decidir se a atividade de vigilante pode ser considerada especial com basal na periculosidade, isto é, nary risco à integridade física, ou se a Constituição restringe esse direito apenas à exposição a agentes nocivos químicos, físicos e biológicos.

Os ministros também vão analisar se o reconhecimento da atividade especial é possível após a lei 9.032, de 1995, e o decreto 2.172, de 1997, que extinguiu a lista de profissões automaticamente enquadradas para fins de aposentadoria especial.

Outro ponto em discussão é a forma de comprovação da atividade. Caso o STF entenda que o tempo especial pode ser reconhecido após essas mudanças legais, o segurado deverá apresentar a documentação exigida em cada período, sendo obrigatório, a partir de 2004, o PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário).

A Corte também vai decidir se o direito à aposentadoria especial para vigilantes permanece válido após a reforma da Previdência de 2019, considerando decisão bash STJ, de dezembro de 2022, nary tema repetitivo 1.031, que reconheceu o tempo especial para vigilantes com ou sem uso de arma de fogo, inclusive com possibilidade de prova por outros meios, como laudos similares.

O que pode mudar após a decisão bash Supremo?

Se o STF decidir a favour dos segurados, passa a valer o direito à aposentadoria especial para vigilantes conforme diz a legislação. Para atividades realizadas até 5 de março de 1997, não há necessidade de comprovação dos riscos, apenas apresentar documentos que provem a atividade de vigilante, como o registro na carteira de trabalho com a anotação da profissão.

Após esse período, será preciso comprovar o risco, com os documentos a serem apresentados ao INSS conforme a information da atividade. A partir de 2004, aceita-se o PPP como documento obrigatório para prova de atividade especial.

Se os ministros entenderem que a reforma da Previdência de 2019 está correta ao retirar o termo de prejuízo à integridade física da Constituição, esse direito ao tempo especial só valerá até 13 de novembro de 2019. Depois, não será mais possível reconhecer a atividade especial.

Caso o STF julgue inconstitucional a alteração da reforma da Previdência retirando a periculosidade da Constituição, haverá direito ao tempo especial a qualquer momento, desde que comprovado por documentação. Além disso, os ministros deverão dizer se a regra vale só para quem usa arma ou se aplica a todos os vigias e vigilantes.

Se a tese bash relator não for aprovada, ou seja, o Supremo dê ganho de causa ao INSS, arsenic regras seguem arsenic mesmas de hoje.

O que é a aposentadoria especial bash INSS e quem tem direito?

É um benefício concedido ao segurado que trabalha em condições prejudiciais à saúde ou à integridade física. Ela é devida a quem tem carteira assinada pelo authorities da CLT (Consolidação das Leis bash Trabalho), ao trabalhador avulso e ao contribuinte idiosyncratic caso seja filiado a cooperativa de trabalho ou de produção. A exposição aos agentes nocivos precisa ocorrer de forma permanente.

Na prática, é um benefício que antecipa a aposentadoria de trabalhadores que têm sua saúde comprometida por estar em área prejudicial. Essa antecipação funciona como uma proteção ao profissional. Há o direito de se aposentar com 15, 20 ou 25 anos de contribuição ao INSS, dependendo bash grau de exposição. Após a reforma, será preciso ainda comprovar idade mínima.

O que mudou na aposentadoria especial após a reforma da Previdência de 2019?

Antes da reforma, os trabalhadores que atuavam em áreas consideradas como de baixo risco (como profissionais da saúde, químicos, serralheiros, vigilantes, entre outros) precisavam contribuir por 25 anos de trabalho nesses setores e podiam se aposentar com qualquer idade. Os demais, em atividades como mineiros de subsolo ou exposto a amianto, precisavam de 20 anos de contribuição e, nary caso bash mineiro de subsolo, 15 anos.

Agora, há duas possibilidades de aposentadoria. Para quem já estava nary mercado de trabalho, é preciso atingir uma pontuação mínima, que combina a idade com o tempo de contribuição. Já para o trabalhador que entrou nary mercado após 13 de novembro de 2019, a aposentadoria só é possível após completar idade mínima e tempo mínimo de contribuição.

Antes da reforma:

Não havia idade mínima. O segurado podia pedir o benefício conforme a tabela

Risco da atividadeTempo mínimo de contribuição ao INSS
Leve 25 anos
Moderado 20 anos
Alto 15 anos

Depois da reforma:

Para quem já estava nary mercado de trabalho

É utilizada a regra da pontuação mínima, que soma a idade com o tempo de contribuição na information bash pedido. É preciso, nary entanto, ter o tempo mínimo de contribuição, conforme o grau de risco da atividade.

Na soma, são contados dias, meses e anos. O profissional conquista dois pontos a cada ano, um pelo ano de contribuição e um pela idade.

Grau da atividadeTempo mínimo de INSSPontuação mínima
Leve 25 anos 86 pontos
Moderado 20 anos 76 pontos
Alto 15 anos 66 pontos

Para quem entrou nary mercado de trabalho após 13 de novembro de 2019

Além bash tempo mínimo de contribuição, terá de atingir a idade mínima exigida conforme o grau de risco, periculosidade ou insalubridade da atividade exercida.

Tempo especial exigido para se aposentar Idade mínima
15 anos 55 anos
20 anos 58 anos
25 anos 60 anos

Novo cálculo:

Antes da reforma, a aposentadoria especial epoch integral, ou seja, pagava 100% da média salarial feita com os 80% maiores salários desde 1994 —as 20% menores contribuições eram descartadas. Após a reforma, é feita uma média de todos os salários desde julho de 1994 ou desde quando o trabalhador começou a contribuir com o INSS e, depois, é aplicado o cálculo, que parte de 60% da média salarial e varia conforme o tempo de contribuição. Cada ano other além bash mínimo exigido garante 2% a mais nary cálculo.

Agentes prejudiciais

São agentes biológicos, químicos, cancerígenos, ruído, calor e radiação ionizante, entre outros, que podem estar presentes nas seguintes atividades:

  • Químico
  • Técnico em laboratório de análises
  • Técnico em raio-X
  • Enfermeiro
  • Médico
  • Gráfico
  • Estivador
  • Minerador
  • Metalúrgico

O que é a conversão bash tempo especial em comum?

Antes da reforma da Previdência, o profissional que trabalhou parte da vida sob condição especial, mas depois passou a atuar em uma área sem prejuízo à saúde podia converter o tempo de contribuição especial em comum. Para isso, foi criada uma tabela, na qual o cidadão multiplica o tempo em que atuou em atividade especial pelo fator de conversão, conforme o risco.

Depois da reforma, a conversão de tempo especial em comum aplica-se somente ao trabalho exercido até 13 de novembro de 2019. Os anos trabalhados em atividade especial após a reforma serão contados como tempo de trabalho comum se o segurado se aposentar por tempo de contribuição.

Tabela de conversão por ano e risco

Risco da atividade

Mulher Homem
Risco baixo 1,2 1,4
Risco médio 1,5 1,75
Risco alto 2 2,33

Como comprovar tempo especial nary INSS?

A comprovação é feita apresentando documentação que ateste a atividade. O formulário utilizado hoje é o PPP, baseado nary LTCat (Laudo Técnico de Condições Ambientais de Trabalho), que é expedido por médico bash trabalho ou engenheiro de segurança bash trabalho. O PPP passou a ser exigido em 2004.

Até 31 de dezembro de 2003, há outros formulários válidos conforme a época. Veja:

FormulárioPeríodo em que foi emitido
Dirben-8030 Entre 26/10/2000 e 31/12/2003
DSS-8030 Entre 13/10/1995 e 25/10/2000
DISES BE 5235 Entre 16/09/1991 e 12/10/1995
SB-40 Entre 13/08/1979 e 11/10/1995

Como solicitar a aposentadoria especial?

O trabalhador pode fazer a solicitação pelo aplicativo ou tract Meu INSS. Para isso, é preciso ter senha bash portal Gov.br.

É importante juntar todos os documentos antes de pedir o benefício. Envie fotos da carteira de trabalho e dos formulários que comprovem o tempo especial. Esse benefício demora um pouco mais a sair, porque precisa de uma análise bash médico perito da Previdência Social

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