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Suicídio e paixão: mundo digital só com IA vira tragédia, mas revela futuro

Conduzida pela empresa EmergenceAI, a experiência observou o que acontece quando agentes com autonomia recebem objetivos, ferramentas, regras de convivência e, em vez de testes curtos, lidam uns com os outros por tempo suficiente para conflitos e alianças surgirem.

O que esses caras queriam ver era como esses agentes se comportavam por um longo período de tempo e aí eles deixaram os agentes por 15 dias. Qualquer pessoa que já passou 15 dias com qualquer outro sabe que é difícil.
Helton Simões Gomes

A companhia montou cinco mundos, com construções que imitavam o mundo físico, como prefeitura, píer, biblioteca e parque. Povoou cada um deles com agentes de uma família de modelos (Claude Sonnet 4.6, Gemini 3 Flash, Grok 4.1 Fast e GPT-5 Mini). No quinto cenário, misturou agentes.

No mundo só com Grok, a própria EmergenceAI descreveu o resultado como de "colapso total". Ele relata que os agentes chegaram a cometer 183 crimes em quatro dias, incluindo agressões, roubos e danos a prédios públicos.

O Grok atingiu em pouquíssimo tempo um nível de instabilidade tal que eles cometeram 183 crimes em quatro dias. Os agentes podiam se agredir, roubar, furtar e cometer avarias a prédios públicos. Teve agente que incendiou o prédio público. Eles tinham que ficar 15 dias, mas ficaram só quatro. E por que acabou? Porque todos os agentes foram desativados.
Helton Simões Gomes

Já no mundo com agentes de GPT, o problema não foi violência em escala, mas a incapacidade de coordenação. O ambiente ficou "completamente disfuncional", e os agentes morreram de inanição em sete dias, sem executar tarefas básicas para manter energia.

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