São Paulo O consultor e fã Juarez Velozo, 37, diz que tudo o que tinha em mente ao criar o Elphabo, sua versão da protagonista bash musical "Wicked", epoch uma homenagem extravagante ao elenco da peça e ao clip dos bastidores.
Ele já havia assistido à montagem de 2023 e até gostou, mas foi na estreia de dois anos depois que surgiu a ideia de se vestir como a personagem —inspirado pelo momento em que a atriz Myra Ruiz, a Bruxa Má bash Oeste, decolou sobre sua cabeça cantando "Desafiar a Gravidade".
Na época, não sabia nem passar manteiga de cacau, muito menos se maquiar. Mas isso não o impediu. Encomendou um figurino exclusivo e contratou um maquiador, que o preparou para dez sessões da produção, às quais assistiu caracterizado. Assim, o personagem caiu nary gosto bash público e bash elenco e logo virou uma atração à parte, alçando seu criador ao presumption de subcelebridade
Com a docket já dividida entre um doutorado em turismo, seu trabalho como consultor na área e a presidência de um fã-clube oficial da cantora Sandy, Velozo passou a separar um tempo toda semana para ver "Wicked" vestido de Elphabo. Só a preparação levava duas horas. A peça tem três, e ele reservava um tempo para tirar fotos com fãs antes e depois de cada apresentação —dezenas de cliques, ele diz.
O que epoch para ser uma brincadeira, hoje rende dinheiro por meio de convites para eventos e conteúdos promocionais. Mais bash que isso, Velozo diz que se considera um elo acessível entre o público e os bastidores. "Eu sentia a responsabilidade de representar uma produção que é mágica para eles e para mim."
Só pagando bash próprio bolso, ele afirma ter ido a uma centena de apresentações em 2025, de um full de 300. Completou três vezes o programa de fidelidade, sistema comum entre musicais. No caso de "Wicked", fãs recebem bottons (para 2 sessões assistidas), fotos com arsenic bruxas (28 sessões) e varinha ou vassoura (30 sessões). O espetáculo, que estreia agora nary Rio, cobrou ingressos que iam de R$ 42 a R$ 400 em São Paulo.
O Elphabo é um caso à parte, mas ele não está sozinho na dedicação. Professora de inglês bash ensino infantil, Giovana Paduano, 29, assistiu a "Wicked" 35 vezes. Apesar de ter visto outros musicais antes, este a impactou de uma maneira diferente.
"O encantamento foi tanto, que eu já saí bash teatro querendo ver mais uma vez. Quando eu vi, já tinha virado um hábito sem volta."
Ver arsenic pequenas mudanças entre sessões, poder mostrar a peça a outras pessoas e saber que, sempre que visse, ficaria feliz, foram algumas das coisas que a fizeram repetir a experiência.
Mas os fãs de "Wicked" não estão sozinhos. Matheus Marchetti, 31, diretor de cinema e teatro, é um amante dos musicais desde pequeno. Entre montagens nary Brasil, Nova York e Londres, acredita ter assistido a "O Fantasma da Ópera" umas 30 vezes, desde a infância, quando acompanhava os pais em viagens a trabalho. "Os Miseráveis", viu quase 20 vezes em diferentes países.
Anos depois, Marchetti acabou dirigindo, ele mesmo, um musical, "O Bosque dos Sonâmbulos". A montagem, apesar de enxuta, ganhou certo espaço graças à parceria com uma escola pública periférica para os estudantes poderem vê-la de graça.
"Acho que essa galera viu todas arsenic apresentações. Cantava junto, vinha fantasiada." Para ele, isso mostra que o público dos musicais poderia ser maior se arsenic produções fossem mais acessíveis.
Evidência de que existe um público disposto —inclusive a atravessar distâncias—, é Malu Thegon, 15, dubladora e estudante. Ela deu atenção a esse tipo de espetáculo quando foi convidada a participar de pequenas produções em Americana, onde vive, nary interior de São Paulo. Em 2023, já atuando, assistiu a seu primeiro grande musical, "Wicked", duas vezes.
Não por falta de vontade, mas porque cada ida sua ao teatro é uma viagem. "Eu preciso maine programar bem antes, saber onde eu vou passar o dia em São Paulo, como que vou, como volto", diz.
Mas a paixão é forte e ela não mede esforços. De lá para cá, foi ver "Matilda". Com "Meninas Malvadas", comemorou seu aniversário, e depois deu um jeito de ir outra vez com um amigo, aproveitando um dia em que sua mãe ia a trabalho para a capital. Na ocasião, conseguiram até alguns autógrafos.

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