A escolha entre um tablet Samsung ou Xiaomi envolve mais do que comparar preços. As duas marcas disputam o mercado brasileiro com propostas distintas, desde modelos básicos para estudo e consumo de conteúdo até opções mais completas para trabalho e produtividade. Entender onde cada fabricante se destaca ajuda a evitar arrependimentos após a compra.
A Samsung tem operação consolidada no Brasil, ampla rede de assistência técnica e política clara de atualizações do Android. Já a Xiaomi costuma chamar atenção pelos preços agressivos e fichas técnicas robustas, sobretudo nos modelos de entrada e intermediários, embora existam ressalvas importantes sobre garantia e suporte.
Neste guia, o TechTudo compara Samsung e Xiaomi em pontos que realmente pesam no uso diário de um tablet. Tela, câmeras, desempenho, bateria, software, acessórios e preço entram na análise para ajudar você a escolher a marca que mais faz sentido para o seu perfil. Confira a seguir.
Tablet Samsung ou Xiaomi? Guia compara e te ajuda a decidir — Foto: Xiaomi/Montagem feita com IA Tablet Samsung ou Xiaomi? Guia compara e te ajuda a decidir
Veja, no índice abaixo, todos os tópicos tratados na matéria.
- Tela
- Câmeras
- Desempenho
- Bateria e carregamento
- Atualizações de software
- Acessórios
- Preço
- Veredito: qual marca escolher?
A Samsung leva vantagem quando o assunto é qualidade de tela, mesmo nas linhas mais acessíveis. A marca aposta em painéis AMOLED e Super AMOLED em modelos intermediários e premium, além de telas LCD bem calibradas nos tablets de entrada, como os da linha Galaxy Tab A. A taxa de atualização mais alta também aparece com mais frequência no portfólio da empresa.
A Xiaomi costuma usar telas LCD de boa resolução e brilho consistente, como no Redmi Pad e no Pad SE. Em modelos mais caros, a empresa oferece taxa de atualização de até 144 Hz, mas ainda fica atrás da Samsung na adoção de AMOLED em tablets. Isso impacta contraste, consumo de energia e experiência multimídia.
Homem usando o aplicativo Penup, do Galaxy Tab S10 Ultra, para pintar — Foto: Amanda Zola/TechTudo Ao olhar para modelos mais recentes, a diferença entre fabricantes fica ainda mais concreta. O Samsung Galaxy Tab S11 traz painel Dynamic AMOLED 2x com taxa de atualização de até 120 Hz e pico de brilho de 1.600 nits, oferecendo alto brilho e cores mais vivas em relação a muitos concorrentes.
Já a Xiaomi, em seus modelos equivalentes, como o Xiaomi Pad 7 Pro, costuma priorizar a fluidez e a nitidez. O tablet em questão utiliza painel LCD com as tecnologias HDR10 e Dolby Vision, tem resolução de 2.136 x 3.200 pixels e frequência de 144 Hz. Embora não entregue o contraste do AMOLED da Samsung, compensa com uma resposta visual extremamente ágil.
Para quem consome muitos vídeos, lê por longos períodos ou trabalha com imagens, a qualidade do painel faz diferença. Ao comparar produtos, observe tipo de tela, resolução e taxa de atualização. Esses fatores influenciam diretamente conforto visual e fluidez no uso diário.
Embora câmeras raramente sejam o fator decisivo na compra de um tablet, elas são essenciais para quem depende de videochamadas, aulas online e digitalização de documentos. Neste quesito, a Samsung costuma levar vantagem pela maturidade do seu software.
A Xiaomi entrega sensores de hardware muito competentes, muitas vezes com alta resolução. No entanto, o pós-processamento da Samsung — refinado ao longo de anos com a linha Galaxy S — entrega resultados mais consistentes, com melhor equilíbrio de cores, HDR superior e estabilização de imagem mais fluida em apps de videoconferência.
Ao compararmos modelos equivalentes, a diferença fica clara: nos topos de linha, a série Galaxy Tab S oferece um conjunto de câmeras mais polido para uso profissional do que a linha principal da Xiaomi. Já nos modelos de entrada, como o Galaxy Tab A e o Redmi Pad, ambos cumprem o básico, mas a Samsung ainda tende a lidar melhor com ambientes de iluminação desafiadora e ruído na imagem.
Redmi Pad 2 tem câmera frontal de 5 MP — Foto: Divulgação/Xiaomi Quando analisamos os modelos de entrada e intermediários, as propostas de Samsung e Xiaomi ficam bem evidentes. A Xiaomi costuma ser mais agressiva no hardware: o Redmi Pad 2, equipado com o chipset Helio G100 Ultra, foca em entregar o máximo de "potência bruta" pelo menor preço possível. Isso se traduz em uma navegação mais ágil e melhor performance em jogos casuais quando comparado a outros tablets da mesma faixa de preço.
Por outro lado, o Galaxy Tab A9 pode não impressionar tanto nos testes de benchmark, mas aposta na otimização da One UI. A vantagem da Samsung aqui não é a velocidade máxima, mas a estabilidade: o sistema é conhecido por manter uma fluidez constante e oferecer recursos de multitarefa (como a abertura de várias janelas) que são muito maduros e integrados, mesmo em hardware mais modesto.
Galaxy Tab S10 Ultra ao lado da S Pen — Foto: Amanda Zola/TechTudo No ranking do site de benchmark AnTuTu, o Redmi Pad 2 aparece no 52º lugar, com 585.750 pontos, enquanto o Galaxy Tab A9 ocupa a 57ª posição, com 521.041 pontos. Assim, a linha Redmi Pad é para quem quer desempenho imediato, enquanto a linha Galaxy Tab A é para quem busca um equilíbrio seguro entre software e hardware para o dia a dia.
Entre os modelos topo de linha, porém, a Samsung é imbatível e se sobressai com uma variedade maior de produtos disponíveis no mercado brasileiro. A linha Galaxy Tab S, já consolidada por aqui, oferece modelos base, Plus e Ultra, com especificações de ponta e processadores que são monstros do desempenho.
4. Bateria e carregamento
Neste quesito, as duas fabricantes entregam propostas sólidas em suas linhas básicas e intermediárias, mas a Xiaomi se sobressai na capacidade bruta de bateria. O Redmi Pad 2, por exemplo, vem com uma bateria generosa de 9.000 mAh. Essa capacidade elevada é ideal para quem consome muito conteúdo de vídeo e quer passar dias sem se preocupar com a tomada.
No quesito carregamento, ambas as marcas mantêm velocidades mais modestas na linha básica, entre 15W e 18W. Por outro lado, em modelos topo da linha como o Galaxy Tab S11, a Samsung oferece não só capacidades de bateria maiores, como também compatibilidade com carregadores de até 45W, o que agiliza a recarga.
Tablets da Xiaomi têm baterias generosas — Foto: Divulgação/Xiaomi 5. Atualizações de software
Aqui a Samsung abre vantagem clara. A marca tem política definida de atualizações de Android e pacotes de segurança, garantindo vários anos de suporte mesmo para tablets intermediários. Isso prolonga a vida útil do aparelho e mantém recursos atualizados. O Galaxy Tab S11, por exemplo, já chega com Android 16 e One UI 8 e promessa de sete anos de suporte de software.
Apesar de também lançar tablets com sistemas recentes, a Xiaomi não tem um cronograma de updates tão transparente ou prolongado quanto o da Samsung, sobretudo em tablets intermediários. Essa diferença pode definir a longevidade da experiência, especialmente para quem pretende manter o dispositivo atualizado por vários ciclos do Android. Atualizações existem, mas são menos previsíveis e variam conforme o modelo e a região.
A Samsung tem o ecossistema de acessórios mais consolidado do mercado de tablets Android. Para quem busca produtividade profissional, a linha Galaxy Tab S se destaca por já incluir a S Pen na caixa, oferecendo uma experiência completa de escrita e desenho sem custo adicional. No entanto, é importante notar que nos modelos de entrada, como o Galaxy Tab A9, não há suporte à caneta.
A Xiaomi também oferece canetas e teclados, mas com uma estratégia diferente. Seus acessórios oficiais são geralmente voltados para a linha premium (Xiaomi Pad), enquanto a linha Redmi Pad foca em ser um dispositivo de consumo de mídia, com suporte limitado a acessórios de produtividade oficiais no Brasil. No caso do Redmi Pad 2, por exemplo, o consumidor precisa adquirir a caneta stylus separadamente, o que aumenta o investimento final.
Caneta S Pen ao lado do Galaxy Tab S10 Ultra — Foto: Amanda Zola/TechTudo Outro diferencial é o software: a Samsung oferece o modo DeX mesmo em modelos intermediários, otimizando o uso do tablet com teclado e mouse. A Xiaomi, embora tenha melhorado sua interface com o HyperOS, ainda oferece uma experiência de "desktop" menos integrada em seus modelos básicos. Para estudantes e profissionais, a conveniência do ecossistema Samsung ainda é um fator decisivo de valor agregado.
A Xiaomi costuma ter portfólio mais acessível, especialmente nos modelos de entrada e intermediários. Tablets da marca podem ser encontrados em importadoras por preços inferiores aos do site oficial. No entanto, vale lembrar que a Xiaomi não oferece garantia nem suporte técnico para produtos comprados fora de seus canais oficiais.
A Samsung, por sua vez, pratica preços mais altos, mas oferece garantia nacional, assistência técnica ampla e maior confiabilidade no pós-venda. Isso pesa para quem não quer dor de cabeça após a compra.
Veredito: qual marca escolher?
A decisão final entre um tablet Samsung ou Xiaomi não deve se basear apenas na ficha técnica, mas no seu orçamento e na sua prioridade de uso a longo prazo. Ambas as marcas dominam o ecossistema Android, mas entregam propostas de valor bem distintas.
Em geral, a Samsung vende uma experiência completa e duradoura, sendo a escolha racional para quem vê o tablet como um substituto do PC ou ferramenta de estudo. Já a Xiaomi vende performance e hardware de ponta pelo menor preço, sendo a escolha ideal para usuários focados em entretenimento que buscam o máximo de especificações pelo menor preço.
- Você tem foco em produtividade e precisa de recursos como o Modo DeX, multitarefa avançada, além de integração fluida com o Windows ou outros dispositivos Galaxy;
- Você prioriza longevidade e segurança: o suporte de software da Samsung (que chega a 7 anos nos modelos premium) é o melhor do mercado;
- Você quer tranquilidade no pós-venda e prefere a segurança da garantia nacional e do suporte especializado.
- Você quer custo-benefício imediato e sua ideia é adquirir a melhor tela (em resolução e taxa de atualização) e o processador mais rápido possível dentro do seu orçamento atual;
- Você prioriza consumo de mídia e busca um dispositivo ágil para assistir a séries, navegar em redes sociais e jogar, com boa autonomia de bateria.
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