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Tarifaço de Trump: veja a cronologia e como ficam as tarifas para o Brasil

Nesta sexta-feira (20), a Suprema Corte derrubou a maior parte das tarifas do presidente americano. Em resposta, ele anunciou outro instrumento legal para impor novas taxas. Entenda o que mudou.


  • A Suprema Corte dos EUA derrubou o "tarifaço" de Donald Trump, concluindo que a Lei IEEPA não autoriza o presidente a instituir tarifas por conta própria.

  • Em resposta, Trump anunciou uma nova tarifa global de 10%, com efeito imediato e validade de 150 dias, usando outro instrumento legal.

  • Na prática, a decisão do tribunal e o novo anúncio de Trump resultam em uma tarifa de 10% sobre os produtos brasileiros exportados.

  • Anteriormente, 22% das exportações brasileiras estavam sujeitas a uma sobretaxa de 40%, conforme explicado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin.

  • A mudança beneficia produtos como armamentos, máquinas agrícolas, motores e café solúvel, colocando o Brasil em condições de competitividade equivalentes.

Trump anuncia tarifa global

Trump anuncia tarifa global

Mas como ficam as tarifas para o Brasil?

Na prática, a decisão da Suprema Corte anulou todas as tarifas aplicadas com base na IEEPA.

O especialista em comércio exterior Jackson Campos explica que, após a decisão do tribunal e o novo anúncio de Trump nesta sexta-feira, o resultado final é um tarifaço de 10% sobre produtos brasileiros.

“Para a maioria dos produtos, permanece a tarifa normal do item [ou seja, as taxas já em vigor antes do tarifaço], acrescida do novo adicional temporário global de 10%”, afirma. Ele lembra ainda que aço e alumínio continuam com alíquotas de 50%, que se somam aos 10% recém-anunciados.

Veja a cronologia do tarifaço de Trump:

Governo brasileiro comemora a decisão

Alckmin fala sobre queda do tarifaço — Foto: Reprodução

O vice-presidente Geraldo Alckmin, que também chefia o Ministério da Indústria e Comércio, comemorou a decisão nesta sexta-feira. Para ele, a derrubada do tarifaço coloca o Brasil em condições de competitividade equivalentes às de seus concorrentes.

"Os 10% global é para todos. Nós não perdemos competitividade, se é 10% geral. O que estava acontecendo é que o Brasil estava com uma tarifa de 40% que ninguém mais tinha", afirmou Alckmin.

O ministro explicou que, antes da decisão da Suprema Corte, 22% das exportações brasileiras estavam sujeitas a uma sobretaxa de 40%.

Na prática, a mudança beneficia produtos como armamentos, máquinas de linha amarela (equipamentos pesados usados na construção civil), máquinas agrícolas, motores, madeira e café solúvel.

Trump fala sobre o tarifaço — Foto: Kevin Lamarque/Reuters

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