1 hora atrás 2

Taurus voa na B3; quem são os ganhadores com queda do tarifaço nos EUA

No Brasil, o impacto da decisão da Suprema Corte tende a ocorrer sobre setores que não foram listados como exceções nos últimos meses, como açúcar, calçados, vestuário, móveis, máquinas e equipamentos estavam entre os segmentos atingidos, em alguns casos por sobretaxas de até 50%.

O caso mais vistoso após a decisão da Suprema Corte ter ficado pública foi o da fabricante de armas do Rio Grande do Sul, Taurus, cuja ação chegou a subir 13% ao longo do dia no pregão da B3.

São setores com alta densidade de emprego e forte efeito multiplicador. A retirada da sobretaxa reduz o risco de perda de competitividade e de deslocamento produtivo. É o caso dos polos calçadistas das cidades em torno de Novo Hamburgo (RS), de Franca (SP) e no Ceará.


O presidente-executivo da Abicalçados (Associação Brasileira da Indústria Calçadista), Haroldo Ferreira, disse que a decisão da corte implica na perda de viabilidade legal da sobretaxa de 50% aplicada aos calçados brasileiros com base nos dois decretos presidenciais, anunciadas em abril e julho do ano passado.

"No entanto, estamos aguardando mais informações sobre os desdobramentos operacionais da decisão e na espera da publicação de nova Ordem Executiva após o anúncio de uma tarifa adicional global de 10%", disse ele em nota distribuída pela entidade.

Um dos nichos mais rentáveis das exportações brasileiras de calçados eram produtos customizados nas marcas próprias de grandes varejistas americanas. O tarifaço de julho abateu em pleno voo essas exportações. Agora, o movimento vai ser o de operar para recuperação do mercado, disse uma outra fonte do setor.

Leia o artigo inteiro

Do Twitter

Comentários

Aproveite ao máximo as notícias fazendo login
Entrar Registro