A taxa de desocupação no Brasil chegou a 5,4% no trimestre de novembro de 2025 a janeiro de 2026, repetindo o patamar registrado de agosto a outubro de 2025, o menor da série comparável, iniciada em 2012. Os dados são da PNAD Contínua Mensal, divulgada nesta quinta-feira (5) pelo IBGE. O rendimento real habitual de todos os trabalhos chegou a R$ 3.652, o mais alto da série, com aumento de 2,8% no trimestre e de 5,4% no ano. A massa de rendimento real habitual (R$ 370,3 bilhões), também recorde, cresceu 2,9% no trimestre (mais R$ 10,5 bilhões) e 7,3% (mais R$ 25,1 bilhões) no ano.
De acordo com a coordenadora de pesquisa domiciliares do IBGE, Adriana Beriguy, os resultados do trimestre encerrado em janeiro de 2026 apontam para a estabilidade dos indicadores de ocupação. "Embora a entrada do mês de janeiro tenda a reduzir o contingente de trabalhadores, muitas vezes devido à dispensa de temporários, os efeitos favoráveis de novembro e dezembro reduziram o impacto desse movimento sazonal", declarou. Cerca de 5,9 milhões de pessoas estavam desocupadas no país no trimestre encerrado em janeiro de 2026, menor contingente de desocupados desta série, ficando estável frente ao trimestre anterior e registrando redução de 17,1% na comparação anual, o que representa 1,2 milhão de pessoas desocupadas a menos de um ano para o outro.
A população ocupada chegou a 102,7 milhões, também o maior contingente da série comparável, ficando estável no trimestre e com aumento de 1,7% (mais 1,7 milhões de pessoas) no ano. O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi de 58,7%, com estabilidade no trimestre (58,8%) e crescendo 0,5 ponto percentual no ano (58,2%).
Taxa de informalidade no trimestre cai para 37,5%, a menor desde 2020
A taxa de informalidade foi de 37,5%, o menor desde julho de 2020, equivalente a 38,5 milhões de trabalhadores informais. No trimestre móvel anterior, o percentual estava em 37,8% e no mesmo trimestre de 2024 em 38,4%. O número de empregados no setor privado com carteira assinada (exclusive trabalhadores domésticos) foi de 39,4 milhões. Houve estabilidade no trimestre e alta de 2,1% (mais 800 mil pessoas) no ano. Por outro lado, o total empregados sem carteira no setor privado (13,4 milhões) ficou estável no trimestre e no ano. O contingente de trabalhadores por conta própria (26,2 milhões) ficou estável no trimestre e aumentou 3,7% no ano (mais 927 mil pessoas). Já o número de trabalhadores domésticos (5,5 milhões) mostrou estabilidade no trimestre e redução de 4,5% no ano (menos 257 mil pessoas).

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