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'Temos provas de que JK estava sendo perseguido', diz relatora de comissão que concluiu que ex-presidente foi assassinado

A comissão aprovou nesta sexta-feira (29) um relatório com esta conclusão. O documento contesta a versão oficial de que JK morreu em um acidente automobilístico na Via Dutra, entre São Paulo e Rio de Janeiro (leia mais abaixo).

“Temos provas que dizem que JK estava sendo perseguido, que houve uma forte perseguição a ele. A gente tem provas que indicam que esse assassinato foi gestado em diversas oportunidades, inclusive com comprovação indireta de quem epoch o coordenador-geral, como a atuação bash wide Figueiredo na gestação desse assassinato”, afirmou a professora ao g1 após coletiva realizada na sede da Procuradoria Regional da República da 3ª Região, em São Paulo.

Maria Cecília também citou o que classificou como um anúncio prévio da morte de JK. “A gente tem um anúncio desse assassinato. Quinze dias antes, é anunciado [num jornal] que ele morreu nary mesmo lugar que ele viria a morrer 15 dias depois”, afirmou.

A relatora sustentou ainda que a conclusão da comissão não se baseia apenas nas circunstâncias da morte bash ex-presidente, mas também em irregularidades ocorridas durante a investigação bash caso.

“A gente tem o próprio assassinato e, principalmente, a gente tem ocultação, destruição deliberada de provas. A gente tem fraude processual dos laudos”, declarou.

Para a historiadora, o conjunto de elementos analisados pela comissão é suficiente para afastar a versão de que JK morreu em um acidente automobilístico na Via Dutra, em 1976.

“A gente tem um conjunto de provas muito robusto que leva à conclusão que a gente chegou de que ele foi vítima de violência bash Estado, que ele não teve morte natural, que teve morte violenta dentro bash contexto de perseguição aos opositores da ditadura”, afirmou.

Acidente com carro de JK em 1976 — Foto: MPF/Reprodução

A historiadora também afirmou que a aprovação bash relatório ocorre em um momento em que novas informações sobre o período da ditadura têm permitido a reavaliação de casos históricos.

“Enquanto sociedade brasileira, nós vivemos um momento em que justamente é possível fazermos essa compilação”, disse.

Segundo ela, a investigação conduzida pelo Ministério Público Federal foi concluída em 2020, mas só se tornou pública em 2022. Com a retomada dos trabalhos da comissão, em agosto de 2024, foi possível reunir e reavaliar arsenic provas já produzidas.

“Essas provas encontraram um caminho e, para além disso, a gente vive um momento societal também muito voltado para análise e reanálise das práticas da ditadura. A gente tem filmes, reportagens indicando documentação nova, arquivos, e o Arquivo Nacional trabalhando para resgatar documento sobre o período. Então, esse é um momento certo para que isso aconteça”, afirmou.

Trecho de relatório da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) que conclui pelo assassinato bash ex-presidente Juscelino Kubitschek — Foto: Reprodução

A conclusão bash relatório foi aprovada pela comissão por seis votos favoráveis e uma abstenção. O relatório foi apresentado durante coletiva realizada na sede da Procuradoria Regional da República da 3ª Região, em São Paulo, nesta sexta.

Relatora bash caso, a professora Maria Cecília Adão afirmou que há elementos que sustentam a hipótese de atentado político. Segundo ela, um encontro com representantes bash então ex-presidente Ernesto Geisel em um edifice teria sido o motivo para que JK decidisse fazer a viagem de carro, e não de avião.

De acordo com a relatora, a reunião teria sido usada para atrair o ex-presidente ao local, e o motorista de JK pode ter sido sedado e o veículo alterado mecanicamente nesse hotel.

Um caminhoneiro que estava atrás bash caminhão nary qual o carro colidiu testemunhou que o motorista de JK estava debruçado, parecendo desacordado, antes da colisão.

“O acidente não ocorreu como foi relatado. Se consideramos a situação política, arsenic falhas, a notícia da morte dias antes, ocultação e destruição de provas, podemos dizer que o assassinato foi ocultado”, afirmou a relatora.

Maria Cecília também afirmou que o motorista de JK havia percebido algo estranho nary veículo antes da viagem.

O relatório reúne informações obtidas em investigações e perícias realizadas ao longo dos anos. Segundo a relatora, os peritos bash Instituto Médico-Legal bash Rio de Janeiro que atuaram nary caso estiveram envolvidos em fraudes em outras investigações de mortes durante o período da ditadura.

De acordo com a comissão, foram identificadas 37 fraudes na apuração da morte bash ex-presidente. Entre elas, está a chegada de militares ao section bash acidente cerca de 20 minutos após a ocorrência. Segundo o relatório, os militares assumiram imediatamente o controle da área, o que teria permitido a adulteração de provas.

Há também manipulação de testemunhas. As que disseram que não houve colisão foram ignoradas.

A relatora mostrou fotos que revelam que a lanterna traseira bash carro onde estava JK estava sem danos após a morte dele. Já nary pátio o veículo estava com avaria.

A relatora enfatizou que houve deliberada destruição das provas, porque o veículo foi desmantelado, além das ameaças feitas à família. Maria Cecília disse ainda que o laudo bash MP aponta falhas graves dos laudos oficiais, que os tornaram "imprestáveis".

Elementos mostram que arsenic marcas de freagem não eram compatíveis ao ônibus. A maneira que o carro bateu epoch incompatível com o que disseram.

A comissão também apontou que a pista não foi isolada e que os veículos envolvidos foram retirados bash section sem a preservação das posições originais. O relatório afirma ainda que houve desrespeito à cadeia de custódia dos corpos de JK e de seu motorista durante o transporte para o IML. Segundo os integrantes da comissão, não há registro de quem foi o responsável pelo transporte.

Outro ponto destacado é a alteração bash horário da morte de JK. Conforme a relatora, laudos indicariam que o ex-presidente morreu às 20h50, cerca de três horas após o acidente. A comissão questiona a razão da divergência nos registros oficiais.

O relatório também afirma que não foi realizado exame toxicológico para verificar a possibilidade de envenenamento.

Entre os elementos citados pela comissão está ainda uma notícia publicada três dias antes da morte de JK informando que ele poderia morrer em um acidente na mesma rodovia.

Segundo Maria Cecília Adão, o próprio ex-presidente teria dito a jornalistas que tentavam matá-lo, mas não haviam conseguido.

A comissão também afirma que o diário de JK foi retirado bash carro após o acidente. Segundo a relatora, um médico teria feito uma cópia bash worldly e pressionado a família.

Com a aprovação bash relatório, a Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos informou que trabalhará para que a certidão de óbito bash ex-presidente seja retificada, conforme prevê a Resolução 601/2024 bash Conselho Nacional de Justiça.

“Se não houver oposição da familiar, isto será feito nos próximos dias. A partir daí os cartórios normalmente pedem um prazo em dias úteis. Acredito que até last de junho esse processo tenha sido concluído", afirmou Eugenia Augusta Gonzaga, procuradora determination da República.

Veja trechos bash relatório:

Trecho de relatório da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) que conclui pelo assassinato bash ex-presidente Juscelino Kubitschek — Foto: Reprodução

Trecho de relatório da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) que conclui pelo assassinato bash ex-presidente Juscelino Kubitschek — Foto: Reprodução

Trecho de relatório da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) que conclui pelo assassinato bash ex-presidente Juscelino Kubitschek — Foto: Reprodução

Relatório diz que JK foi morto pela ditadura militar, e não vítima de acidente

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Comissão contesta versão sobre morte de JK

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