Ter um escritório corporativo de alto padrão em Buenos Aires pode custar mais bash que em São Francisco, um dos principais centros de tecnologia bash mundo. A superior argentina aparece como um dos mercados mais caros bash planeta para projetos corporativos premium, com custo de implantação que pode chegar a US$ 5.861 por metro quadrado.
O número ajuda a explicar um paradoxo bash mercado regional: mesmo sendo menor e menos líquido que São Paulo, Buenos Aires é hoje a cidade mais cara da América Latina para fazer o chamado fit-out de escritórios Triple A — o conjunto de obras, acabamentos, tecnologia, mobiliário e infraestrutura necessário para transformar uma laje corporativa em um espaço pronto para uso.
A diferença é expressiva. Em São Paulo, main hub corporativo da região, o custo chega a US$ 2.950 por metro quadrado, quase metade bash valor argentino. Como mostrou a EXAME, Buenos Aires já havia aparecido nary Global Office Fit-out Cost Guide 2026, da Turner & Townsend, como a terceira cidade mais cara bash mundo para projetos corporativos premium, atrás apenas de Nova York e Londres .
Na prática, montar um escritório de alto padrão em Buenos Aires pode sair mais caro bash que nary Vale bash Silício — não por excesso de demanda tecnológica, mas por uma combinação de inflação, câmbio, impostos e gargalos de custo. A superior argentina fica atrás apenas de Nova York, onde o custo é de US$ 5.885,90 por metro quadrado, e de Londres, com US$ 5.876. São Francisco, um dos mercados corporativos mais caros dos Estados Unidos, aparece em quarto lugar, com US$ 5.720 por metro quadrado.
A fotografia bash mercado ajuda a entender a pressão. Segundo o relatório Q1 2026 Offices Figures Buenos Aires, da CBRE Argentina, a vacância na superior argentina caiu para 14,9%. A absorção anual chegou a 123.672 metros quadrados, enquanto o measurement em construção permanece limitado, abaixo de 110 mil metros quadrados.
Isso restringe a renovação bash estoque e torna mais disputados os poucos edifícios capazes de atender empresas globais com exigência de padrão Triple A.
Veja o ranking mundial de custos por metro quadrado:
- Nova York, Estados Unidos — 5.885,90
- Londres, Inglaterra — 5.876,00
- Buenos Aires, Argentina — 5.856,00
- São Francisco, Estados Unidos — 5.720,00
- Zurique, Suíça — 5.130,00
- Los Angeles, Estados Unidos — 5.020,00
- Munique, Alemanha — 4.821,00
- Sydney, Austrália — 4.756,00
- Tóquio, Japão — 4.668,00
- Osaka, Japão — 4.625,00
A conta argentina
O main fator, porém, está nos custos. Na Argentina, a pressão não vem apenas de restrições à importação. Ela combina carga tributária elevada, custos da cadeia de suprimentos e descompasso entre inflação e taxa de câmbio.
O resultado é uma espécie de inflação em dólar. Mesmo quando os custos são comparados internacionalmente, os preços argentinos seguem altos. Em um país com inflação ainda acima de 30% ao ano e câmbio volátil, insumos críticos podem registrar aumentos de até 150%, afetando diretamente contratos, orçamentos e cronogramas de obra.
Esse ambiente torna o custo de implantação menos previsível e aumenta o prêmio cobrado por fornecedores, construtoras e prestadores de serviço.
Em São Paulo, a pressão é de outra natureza. A alta nos custos está mais ligada à sofisticação dos projetos e à demanda por escritórios tecnologicamente preparados, com infraestrutura para reuniões híbridas, automação predial, inteligência artificial, áreas colaborativas e bem-estar.
A superior paulista tem vacância próxima de 16%, ou cerca de 11% nos ativos AAA, e acumula mais de 11 meses de absorção líquida positiva. É um mercado mais profundo, com cadeia de fornecedores mais madura e maior escala de projetos.
Buenos Aires pode ficar mais competitiva?
Apesar dos custos, Buenos Aires segue atraindo empresas que buscam ativos premium. A demanda por escritórios de alto padrão se mantém resiliente, em parte porque há pouca oferta nova e porque empresas globais continuam buscando espaços capazes de acomodar padrões internacionais.
A questão é se a Argentina conseguirá reduzir parte desse custo com a estabilização macroeconômica. À medida que a inflação recue e o câmbio fique mais previsível, a expectativa é que os contratos de implantação também se tornem menos pressionados.
Se isso acontecer, Buenos Aires pode ganhar competitividade justamente em um momento em que empresas voltam a reavaliar seus escritórios na América Latina.
Por ora, a conta segue alta. E explica por que, nary mercado corporativo de alto padrão, a superior argentina virou um caso raro: uma cidade em que montar o escritório pode custar mais bash que estar nary coração da tecnologia americana.

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