Primeiro episódio de Deu Tilt em 2026, e pra comemorar essa data, a gente vai fazer uma espécie de premiação das personalidades do mundo da IA, mais polêmicas, controversas e até as mais malucas
Helton Simões Gomes
O episódio discute como esses personagens desafiam fronteiras éticas, econômicas e culturais. E levantam a pergunta: até que ponto a IA desafiará as barreiras do que consideramos bizarro?
Peter Thiel, o 'fazedor de reis'

O topo da lista fica com Peter Thiel, empresário do Vale do Silício e figura central da chamada máfia do PayPal. Helton lembra que Thiel já era proeminente por investir nos estágios iniciais de empresas como o Facebook, mas ganhou ainda mais projeção ao se aproximar da Casa Branca de Donald Trump e ao comandar a Palantir, empresa envolvida em vigilância e uso militar de IA.
Peter Thiel está por trás de uma empresa de tecnologia que talvez seja uma das mais polêmicas atual, que é a Palantir, que é uma empresa que já tem bastante tempo, mas ela começou a ganhar muita atração e principalmente mídia nos últimos anos por conta da sua inserção com o governo americano para uso de vigilância e também para uso militar.
Diogo Cortiz
Helton destaca ainda o perfil conservador de Thiel, que vê críticos da IA e ativistas climáticos como "anticristo".
Como ele é muito cristão, o anticristo pra ele, e essa figura apocalíptica, são as pessoas que criticam o futuro da IA e as pessoas que veem a emergência climática. Uma coisa está relacionada com a outra, porque a IA depende de data centers que exigem um impacto muito grande nos recursos naturais, recursos energéticos, e essa é uma discussão que tem cada vez mais entrado na pauta do clima por causa da transformação energética, transformação econômica. Então ele vê essas pessoas como o anticristo
Helton Simões Gomes
Daniel Ek, candidato a vilão favorito

A segunda posição vai para Daniel Ek, fundador do Spotify. CEO do streaming de música até o ano passado, ele deixou a posição e virou presidente do conselho a partir deste ano após polêmicas em torno de seus investimentos pessoais em IA para uso militar.
Helton ressalta que artistas retiraram músicas do Spotify em protesto. Não ajudou o fato de a plataforma liberar músicas criadas por IA, o que prejudica a divisão das receitas com os artistas.
Diferentemente do Peter Thiel, que é o nosso malvado favorito há muito tempo, Daniel Ek é um aspirante a malvado favorito, é o vilão da vez.
Helton Simões Gomes
Xania e Tocanna

Xenia Monet, cantora de IA, ganhou seu lugar no ranking por entrar nas paradas da Billboard e assinar um contrato de US$ 3 milhões com um grande selo. Helton lembra que gravadoras disputaram a exclusividade, ilustrando a entrada definitiva dos artistas virtuais no mainstream.
Teve quase que um leilão pra ver quem é que assinava com a Xenia. No fim das contas, a gravadora que levou teve que pagar 3 milhões por um contrato de exclusividade com ela. É muita grana.
Helton Simões Gomes
Já Tocanna, a cantora brasileira criada por IA, viralizou com paródias irreverentes, mas teve a faixa "São Paulo" retirada após disputa com Jay-Z sobre direitos autorais.
Tilly Norwood, a atriz de IA

Também no Top 5 está Tilly Norwood. A primeira atriz de IA nem chegou a participar de filmes ou campanhas publicitárias, mas já enfrentou protestos de sindicatos de artistas e de estrelas como Whoopi Goldberg e Emily Blunt, preocupadas com a ameaça aos empregos no cinema.
Fato é que a Tilly, assim que ela foi anunciada, ela gerou uma onda de repúdio, uma onda de reclamação de vários artistas, vários atores, várias atrizes, que inclusive se manifestaram por meio do sindicato dos atores
Helton Simões Gomes
'Incomodei horrores', diz Tocanna sobre polêmica com Jay-Z

A cantora Tocanna, criada por inteligência artificial, virou sensação em 2025. Não só pelo visual (uma mulher emplumada com cara de tucano e desbocada como divas pop), mas por lançar paródias ousadas de hits internacionais.
Incluída no top 5 das figuras mais controversas do universo da IA, a artista sintética brasileira falou a Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, sobre como foi enfrentar uma polêmica com Jay-Z e aproveitou para anunciar uma nova fase autoral para 2026.
Tocanna ganhou os holofotes com "São Paulo", paródia de "Empire State of Mind", sucesso de Jay-Z e Alicia Keys. O hit viralizou no TikTok pelo tom provocativo, mas foi retirado das plataformas após a equipe jurídica de Jay-Z contestar o uso da música. Os apresentadores destacam que, para muitos, a reação teria sido diferente se a paródia fosse obra de um artista humano, e não de uma IA, levantando discussões sobre aceitação e impacto da inteligência artificial na música.
Oi, Helton e Diogo. Bom falar com vocês no Deu Tilt. Ah, sobre o Jay-Z. É babado, né? Foi uma confusão e gritaria. Tava eu linda lá no e-mail e tava lá que minha música tinha sido derrubada. Entrei em contato com a minha distribuidora e a gravadora dele tinha derrubado a música. Foi realmente pela repercussão em espanhol. E é isso. Incomodei horrores e agora eu sou um sucesso. É o preço da fama.
Tocanna
Da Meta à Bytedance: procura-se rival para o celular?

O smartphone segue central na vida digital, mas as grandes empresas de tecnologia já aceleram a busca por um sucessor. No novo episódio de DEU TILT, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes explicamos como Meta, OpenAI e ByteDance apostam em novos aparelhos para uma era que acaba de começar, a da inteligência artificial.
Os smartphones quase que viraram uma espécie da nossa extensão corporal. Mas muitas Big Techs já começam a investir e pensar em aparelhos que possam ser a evolução do smartphone. Se vai matar, se não vai matar, a gente não sabe, né? Mas todo mundo está pensando em uma nova forma de interação.
Diogo Cortiz
Para Diogo, a inteligência artificial muda a lógica das interfaces: "Ela vira uma coisa conversacional, consegue conversar com a gente, a gente consegue pedir algo, ela consegue responder, não necessariamente por meio de uma tela."
Top 5 piores momentos da IA: air fryer com IA e gatinhos mal educados

O ano de 2025 ficou marcado por uma série de fiascos e polêmicas envolvendo inteligência artificial. No novo episódio de DEU TILT, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz elencamos os cinco momentos mais constrangedores da IA no ano.
O episódio destaca a frustração dos fãs da Apple, que esperavam a prometida integração entre a Siri e o ChatGPT, mas terminaram o ano sem ver isso acontecer -a decepção foi tão intensa que a própria liderança da empresa mudou. Outras gafes e exageros da IA dominaram as conversas, como vídeos de gatinhos malcriados e o uso controverso do Sora 2 para criar deepfakes de figuras históricas.
DEU TILT
Toda semana, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes conversam sobre as tecnologias que movimentam os humanos por trás das máquinas. O programa é publicado às terças-feiras no YouTube do UOL e nas plataformas de áudio. Assista ao episódio da semana completo.


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