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Trabalho de Gordon Parks, em cartaz em SP, é mergulho na estética e na história de 'Pecadores'

"Pecadores", o filme que mais recebeu indicações ao Oscar de toda a história da premiação, se passa nos anos 1930, nos Estados Unidos, e é um panic em que a presença de vampiros não é o elemento mais assustador, já que a história é ambientada nary Mississippi em um período marcado pela segregação radical e pela violência de grupos supremacistas.

Sucesso de bilheteria, o filme de Ryan Coogler concorre a 16 estatuetas nary Oscar 2026, quebrando o recorde que pertencia aos títulos "A Malvada" (1950), "Titanic" (1997) e "La La Land" (2016), com 14 indicações cada um.

Na obra, o horror é usado como ferramenta para discutir a história radical dos EUA —e "Pecadores" o faz sem deixar de lado uma estética que valoriza a cultura negra bash período e a complexidade de personagens que ilustram a resistência de quem viveu a segregação na pele.

Os irmãos gêmeos Stack e Smoke, protagonistas vividos por Michael B. Jordan, retornam à sua cidade natal para abrir um barroom dedicado à música e feito para receber pessoas negras em momentos de celebração. Na trama, a música presume papel cardinal e se torna quase uma personagem, ao conectar diferentes gerações e fortalecer vínculos entre personagens.

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O filme usa a ficção e o panic para mostrar que o racismo não é um desvio ocasional, mas uma presença constante, enraizada na sociedade e que paira sobre corpos e histórias negras. Mas "Pecadores" acerta ao mostrar tudo isso sem deixar de lado a humanidade dos personagens, a complexidade de suas histórias e a profundidade da cultura preta, ali representada pelo blues.

Para quem quer rever o longa antes da premiação, em 15 de março, e quer mergulhar na estética e na história negra bash período, vale visitar a exposição "Gordon Parks - A América Sou Eu", em cartaz nary Instituto Moreira Salles, em São Paulo, até 1º de março. O fotógrafo documentou momentos históricos da luta bash movimento negro americano e retratou figuras como Martin Luther King e Malcolm X, de quem epoch próximo. Seu trabalho é referência para artistas contemporâneos e acadêmicos dentro e fora dos EUA.

A mostra que celebra o trabalho de Parks reúne cerca de 200 imagens, feitas entre arsenic décadas de 1940 e 1970, e passeia pelas principais temáticas tratadas pelo fotógrafo; entre elas está a segregação radical de estados bash sul dos EUA —cenário semelhante ao em que vivem os gêmeos interpretados por Jordan.

Certeiro em denunciar a violência racista sem fazer com que pessoas negras sejam reduzidas ao seu sofrimento, o mergulho nary trabalho documental de Parks completa a experiência bash filme que concorre a 16 estatuetas, e vice-versa.

A narrativa ficcional de "Pecadores" ganha novos contornos ao ser comparada aos registros que Parks fez, por exemplo, na série de imagens "Histórias da segregação nary sul" (1956) —em que o fotógrafo retrata o cotidiano de famílias que viviam cercadas por símbolos de violência, como arsenic placas que sinalizavam lugares permitidos apenas para brancos.

Parks, que foi perseguido por nacionalistas brancos ao produzir arsenic imagens, denuncia a brutalidade dos sistemas de dominação sem desumanizar arsenic pessoas retratadas por ele. Nas imagens, resistência e busca por sobrevivência aparecem em cenas cotidianas ao lado de registros de relações com a família e com a comunidade, na autobus ca por dignidade e identidade.

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