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Truculência do ICE em Minneapolis faz republicanos saírem da toca e pressionarem Trump

Por Sandra Cohen

Especializada em temas internacionais, foi repórter, correspondente e editora de Mundo em 'O Globo'

Correligionários alertam que o combate à imigração perdeu o foco e representa risco político para as eleições legislativas de novembro.


Maior executor da política anti-imigração do governo Trump estará em Minneapolis para comandar operações no estado

Maior executor da política anti-imigração do governo Trump estará em Minneapolis para comandar operações no estado

Republicados ligados ao presidente exprimiram o risco político que o partido corre nas eleições de novembro, ao desperdiçar o apoio popular em sua política de deportação em massa e transformá-la em um problema.

Manifestantes carregam cartazes condenando o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) perto do local onde um homem identificado como Alex Pretti foi morto a tiros por agentes federais que tentavam detê-lo, em Minneapolis, Minnesota, EUA, em 24 de janeiro de 2026. — Foto: REUTERS/Tim Evans

O partido sofreu a primeira baixa justamente em Minnesota, com a desistência da candidatura do republicano Chris Madel ao governo do estado, por não concordar com a operação federal contra a população.

Ele descreveu como inconstitucional a ação do ICE que invade residências portando um mandado civil assinado apenas por um agente da Patrulha de Fronteira.

“Não posso apoiar a retaliação declarada contra os cidadãos do nosso estado, nem posso me considerar membro de um partido que faria isso”, declarou num vídeo, ao abandonar a campanha. “Os republicanos nacionais tornaram praticamente impossível para um republicano vencer uma eleição estadual em Minnesota.”

Gregory Bovino com seus agentes do ICE em Minneapolis — Foto: AP foto/Tom Baker

A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, rotulou-o imediatamente como terrorista doméstico e o comandante Bovino disse que ele queria massacrar agentes e elogiou a ação de seus subordinados.

Mentor da estratégia de deportação em massa da Casa Branca, Stephen Miller, o vice-chefe de Gabinete de Trump, acusou Pretti de ser aspirante a assassino.

“Intensificar a retórica não ajuda e, na verdade, prejudica a credibilidade. Eu encorajaria o governo a ser mais moderado, reconhecer a tragédia e a dizer: Não queremos que ninguém, nenhuma vida seja perdida, e os políticos que estão jogando gasolina nesta fogueira precisam parar”, afirmou o senador republicano Ted Cruz, do Texas, em seu podcast.

Trump pareceu ceder aos apelos, nunca se sabe até quando. Mas seus correligionários republicanos ainda parecem longe de reunir a coragem necessária para interromper as investidas arbitrárias de agentes federais contra a população.

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