- O temor dos EUA e de aliados é de que o Irã esteja muito perto de desenvolver uma arma nuclear.
- O Irã nega ter esse objetivo e afirma que o programa tem fins pacíficos, voltados à produção de energia.
Ao Axios, Trump disse estar otimista com as negociações e afirmou acreditar em uma saída diplomática. Ao mesmo tempo, voltou a dizer que pode optar por uma ação militar.
“Da última vez, eles não acreditaram que eu faria isso”, disse Trump, em referência aos ataques norte-americanos contra instalações nucleares do Irã em junho.
Trump disse que as negociações atuais são “muito diferentes” das reuniões feitas no primeiro semestre de 2025, quando não houve consenso. Segundo o presidente, desta vez o Irã “deseja muito fechar um acordo”.
Além do programa nuclear, segundo a imprensa americana, os Estados Unidos também pressionam o Irã a limitar o alcance de mísseis balísticos e a encerrar o financiamento a grupos armados no Oriente Médio. Washington também tenta interferir em questões internas do país.
O Irã disse estar disposto a negociar um acordo, mas afirmou que não aceitará negociações sob pressão militar. O governo iraniano também diz que não discutirá outros temas além da questão nuclear.
Os porta-aviões USS Abraham Lincoln e um B-52H Stratofortress da Força Aérea dos Estados Unidos realizaram manobras conjuntas em junho de 2019 — Foto: Brian M. Wilbur/Forças Armadas dos EUA
Em janeiro, os Estados Unidos enviaram ao Oriente Médio o porta-aviões USS Abraham Lincoln, também com o objetivo de pressionar o Irã. À época, Trump afirmou que estava enviando uma “grande força” à região para monitorar o governo iraniano “muito de perto”.
Segundo o presidente norte-americano, o envio do porta-aviões ocorreu por “precaução”. Trump disse ainda que a preferência é que “nada aconteça”.
O USS Abraham Lincoln já atuou no Oriente Médio em diversas ocasiões, como durante a guerra no Afeganistão, após os atentados de 11 de setembro de 2001. O porta-aviões também serviu de apoio às forças americanas em uma operação contra o grupo rebelde Houthis, em 2024.
O USS Abraham Lincoln funciona como um “aeroporto flutuante” e pode lançar até quatro aviões por minuto. A embarcação abriga vários esquadrões, incluindo caças F-35 Lightning II e F/A-18 Super Hornet, e tem capacidade para transportar até 90 aeronaves, entre aviões e helicópteros.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 6 de fevereiro de 2026 — Foto: REUTERS/Ken Cedeno

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